Home
/
Noticias
/
Brasil
/
Americanas tranquiliza bancos com proposta de R$ 10 bi, mas ainda não há consenso
Americanas tranquiliza bancos com proposta de R$ 10 bi, mas ainda não há consenso
Por Mônica Bergamo/Folhapress
16/03/2023 às 06:48
Atualizado em 16/03/2023 às 06:48
Foto: Divulgação

A proposta do trio bilionário de acionistas de injetar R$ 10 bilhões na Americanas amenizou o clima de guerra que prevalecia entre eles e os bancos credores da empresa. Os valores oferecidos nas primeiras tratativas chegavam a R$ 7 bilhões.
A maioria das instituições financeiras que participam das negociações para a recuperação da empresa entendeu que o novo montante indica um caminho para que elas cheguem a bom termo. Mas querem que Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles cheguem a aportar mais dinheiro no negócio.
A cifra ideal giraria em torno de R$ 12 bilhões.
Não há ainda, no entanto, consenso. O Itaú Unibanco, por exemplo, está sendo mais duro nas conversas.
Segundo executivos que participam das tratativas, o banco não aceitaria menos do que uma injeção de R$ 15 bilhões no negócio para endossar um acordo que evite a quebra da Americanas.
As sucessivas crises internacionais, como a do Credit Suisse, aumenta a pressão para que as conversas ganhem ritmo, de acordo com um dos que participam das negociações.
A Americanas deve, no total, cerca de R$ 26 bilhões para 12 bancos. Os maiores credores são Deutsche Bank, Bradesco, Santander Brasil, BTG Pactual, BV, Itaú Unibanco e Banco do Brasil.
