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Quatro milhões vivem em áreas de alto risco de deslizamento de terra no país, diz ministro
Quatro milhões vivem em áreas de alto risco de deslizamento de terra no país, diz ministro
Por Renato Machado/Folhapress
22/02/2023 às 18:30
Atualizado em 22/02/2023 às 18:30
Foto: Renato Machado/Folhapress

O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou nesta quarta-feira (22) que há 14 mil pontos com alto risco de deslizamentos de terra em todo o país, onde vivem um total de 4 milhões de pessoas.
Waldez Góes ainda criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) por ter deixado um orçamento de apenas R$ 25 mil para as ações de prevenção de desastres. No entanto, afirmou que "não vão faltar recursos" para as ações de resgate de vítimas e reconstrução das áreas atingidas pelas fortes chuvas no litoral norte de São Paulo.
A fala do ministro acontece em meio às ações de resgate de vítimas e reconstrução das áreas do litoral norte de São Paulo, que foram atingidas pelas fortes chuvas dos últimos dias. Até o momento, 48 mortes já foram confirmadas.
Ele afirmou que o problema da ocupação das encostas vai ser enfrentado pelo governo com a construção de moradias populares, no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida, e também com a recomposição orçamentária do programa PAC Encostas.
"Nós temos hoje no Brasil 14 mil pontos mapeados pelo governo federal, onde moram mais de 4 milhões de pessoas nesses pontos. Então foi providencial a retomada do Minha Casa Minha Vida, dos R$ 10 bilhões liberados pelo presidente Lula e da orientação dele que propõe priorizar habitações de demandas dirigidas para diminuir a possibilidade de risco de moradia das pessoas", afirmou o ministro, durante entrevista na tarde desta quarta-feira (22).
O ministro afirmou que o atual governo enfrentou problemas com o orçamento, sendo que a gestão Bolsonaro havia destinado só R$ 25 mil para a ação em desastres. No entanto, houve uma recomposição do orçamento, com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Bolsa Família, ainda no ano passado.
Góes então afirmou que há cerca de R$ 500 milhões disponíveis para essas ações. O governo federal já liberou R$ 7 milhões para ações de defesa civil do município de São Sebastião, o mais atingido pelas chuvas. Os recursos para outras cidades serão liberados na medida em que os planos municipais chegarem ao governo federal, acrescentou.
"Os recursos continuam sendo o que estão na dotação orçamentária do ministério, não faltará orçamento, não faltarão recursos financeiros", afirmou o ministro, que acrescentou que Lula já orientou a liberação de novos recursos, caso seja necessário.
"E, se lá na frente, diante das situações que poderão ocorrer em outras regiões do país, tiver necessidade de uma medida provisória, o presidente Lula já disse isso desde o início (do mandato), autorizou a equipe econômica a tomar as providências", completou.
Waldez Góes ainda afirmou que o governo federal vai destacar unidades da Marinha para oferecer auxílio à região atingida pelas chuvas pelo mar.
Waldez Góes havia participado momentos antes de uma reunião do presidente Lula para tratar da resposta à tragédia das chuvas em São Paulo. Participaram os ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Paulo Pimenta (Secom), Renan Filho (Transportes), Jader Filho (Cidades) e Gabriel Galípolo, secretário-executivo da Fazenda.
