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Ninguém está acima da lei, diz chefe do Exército sobre punições após ataques golpistas
Ninguém está acima da lei, diz chefe do Exército sobre punições após ataques golpistas
Por Julia Chaib/Matheus Teixeira/Folhapress
27/01/2023 às 19:51
Atualizado em 27/01/2023 às 19:51
Foto: Divulgação

O novo comandante do Exército, Tomás Paiva, afirmou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que as investigações em curso sobre a participação de militares nos ataques golpistas de 8 de janeiro, em Brasília, vão avançar.
Os dois se reuniram na quinta-feira (26), no Palácio do Planalto, com a presença do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
Nesta sexta (27), Tomás teve uma reunião com o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e falou sobre possíveis punições a militares que tenham participado dos atos de vandalismo às sedes dos três Poderes.
"Qualquer militar ou civil, ninguém está acima da lei. Então, isso aí a gente faz com tranquilidade", disse.
Ele afirmou que foi uma "visita de cortesia" e que a indústria de defesa foi uma das pautas do encontro.
O comandante também evitou anunciar novas mudanças em cargos do Exército. "Por enquanto, a gente está tranquilo. Quando tiverem as reuniões administrativas normais de promoção e de transferência, a gente vai fazer as trocas necessárias", declarou.
Segundo relatos sobre a reunião dele com Lula, Tomás pediu ao petista que confie nele e lhe dê tempo para fazer as construções de modo a pacificar a relação do governo com o Exército.
Disse ainda que os pareceres a respeito das apurações que miram fardados estão sendo elaborados.
Foi a primeira conversa mais aprofundada entre Tomás e Lula desde que o militar foi nomeado comandante, no último sábado (21).
Naquele dia, o general foi levado ao presidente para ser apresentado como o substituto de Júlio César de Arruda, que comandava as tropas até então.
A demissão de Arruda ocorreu em meio a uma crise de confiança aberta após os ataques do dia 8 de janeiro.
Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, o novo chefe do Exército, era comandante militar do Sudeste (responsável por São Paulo).
Na semana anterior à sua promoção, ele havia divulgado um discurso incisivo de defesa da institucionalidade, pedindo o respeito ao resultado das eleições e afirmando o Exército como apolítico e apartidário.
