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Governador afastado do DF e ex-secretário são alvos de busca e apreensão

Governador afastado do DF e ex-secretário são alvos de busca e apreensão

Por Marcelo Rocha/Folhapress

20/01/2023 às 15:46

Atualizado em 20/01/2023 às 15:46

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB)

A Polícia Federal cumpre cinco mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (20) a pedido da PGR (Procuradoria-geral da República). Os alvos são o governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o ex-secretário-executivo da Segurança Pública do DF Fernando de Sousa Oliveira.

Ibaneis foi afastado das funções por 90 dias por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado autorizou a operação deflagrada nesta sexta.

O político e o ex-secretário-executivo da SSP-DF são investigados em inquérito do Ministério Público Federal que apura a conduta de autoridades responsáveis pela segurança local no dia dos ataques às sedes Três Poderes promovidos pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As buscas são realizadas na casa e em locais de trabalho de Ibaneis, incluindo dependências do Palácio do Buriti, além da residência de Oliveira e da secretaria distrital. A defesa do governador afastado foi contata pela reportagem, mas ainda não se manifestação sobre a ação.

"O objetivo é buscar provas para instruir o inquérito instaurado para apurar condutas de autoridades públicas que teriam se omitido na obrigação de impedir os atos violentos registrados em 8 de janeiro em Brasília", afirmou a PGR, em nota.

A apuração está a cargo do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, criado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. A coordenação é do subprocurador Carlos Frederico Santos. Integrantes do grupo acompanham a operação.

Em depoimento à PF na quarta (18), Oliveira afirmou que o ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres deixou o país sem lhe repassar "diretriz" nem o apresentar aos comandantes das forças policiais e Ibaneis.

Ele disse que não tomou conhecimento, por exemplo, do plano operacional da Polícia Militar para as manifestações que ocorreriam nos dias 6, 7 e 8 deste mês.

Pelo teor do depoimento, o então secretário-executivo na SSP-DF considerava que o órgão estava sob a responsabilidade de Torres por ocasião dos ataques às sedes dos três Poderes, já que as férias começavam oficialmente no dia 9.

Ele afirmou que, "diante da ausência do titular da pasta, secretário Anderson, achou por bem acionar o gabinete de crise com a convocação de todos os comandantes" das forças locais, deslocamento de tropas para o centro da cidade e recrutamento de policiais de folga.

Oliveira colocou o celular à disposição dos investigadores para acesso ao conteúdo das conversas travadas naquele período com Torres, Ibaneis e comandantes da PM.

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