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EUA: George Santos retifica relatórios e muda origem de dinheiro doado a campanha

EUA: George Santos retifica relatórios e muda origem de dinheiro doado a campanha

Por Folhapress

26/01/2023 às 17:45

Atualizado em 26/01/2023 às 17:45

Foto: Reprodução/Twitter

Imagem de EUA: George Santos retifica relatórios e muda origem de dinheiro doado a campanha

O deputado americano George Santos, filho de brasileiros envolvido em controvérsias após mentiras sobre sua trajetória virem à tona, retificou parte de suas contas de campanha na terça (24).

A mudança envolve doações de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) que haviam sido declaradas como feitas pelo próprio parlamentar.

A informação foi revelada pelo site The Daily Beast, que analisou alterações feitas por Santos nos documentos da prestação de contas enviadas a órgãos americanos que investigam o deputado.

As suspeitas sobre seu histórico financeiro e os custos de sua campanha engrossaram as críticas, feitas inclusive por republicanos, à série de mentiras que ele contou para conseguir se eleger.

O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, o republicano James Comer, disse que Santos pode perder a vaga no Congresso se houver comprovação de que violou as leis de financiamento de campanha.

A nova declaração editada por ele não marca mais a opção "fundos pessoais do candidato" para os valores doados. Embora ainda alegue que o dinheiro veio do próprio deputado, não são mais detalhadas as origens das quantias.

Um outro adendo aos documentos também sugere que a quantia separada de US$ 125 mil (R$ 633 mil), antes atribuída ao republicano, não veio de seus cofres particulares.

Pouco após a alteração nos documentos, a campanha de Santos anunciou que estava removendo sua tesoureira, Nancy Marks, responsável por quase todos os fundos declarados pelo deputado. O deputado e sua equipe não esclareceram o motivo para a demissão.

Recente revisão de documentos e gastos da campanha do republicano indicou possíveis irregularidades, com um fundo misterioso, a RedStone Strategies, aparecendo como origem de parte da verba arrecadada pela equipe do político.

Uma acusação apresentada ao Comitê Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês), que monitora gastos de campanha, aponta que ele ocultou doadores e usou fundos da campanha para pagar despesas pessoais, o que é irregular. O órgão diz ainda não ter evidências de que a RedStone está registrada como grupo político e não parece haver registro documentando doadores, contribuições ou gastos.

A obscuridade em torno das operações de arrecadação de fundos em nome de Santos torna difícil saber se alguma lei foi violada. Mas um exame dos registros sugere que a RedStone pode ter burlado a lei.

Um dos doadores declarados de sua campanha é o empresário Andrew Intrater, primo do oligarca russo Viktor Vekselberg, alvo de sanções do governo americano. Prolífico apoiador republicano, Intrater investiu ao menos US$ 30 mil na eleição de Santos.

Outro conhecido apoiador republicano que financiou Santos é o chinês Cheng Gao, que colocou US$ 11,2 mil na campanha. O filho de brasileiros recebeu ainda doações e apoio da família do italiano Rocco Oppedisano, preso em 2019 por transportar imigrantes de forma irregular das Bahamas para a Flórida.

Ao jornal The New York Times, Jordan Libowitz, um especialista em responsabilidade e ética baseado em Washington, disse que é comum que políticos corrijam discrepâncias apontadas pela Comissão Eleitoral em suas declarações financeiras, especialmente quando são novatos, mas que o caso de Santos se mostra incomum.

Ele explicou que, até o início desta semana, a campanha do deputado republicano teve um número acima da média de arquivos alterados. Somente em documentos que haviam sido arquivados de julho a outubro de 2021, foram sete alterações.

Eleito em novembro passado nas midterms, as eleições de meio de mandato nos EUA, Santos reconheceu ter enganado eleitores sobre seu histórico educacional e profissional, dizendo que seu único pecado foi ter "embelezado" o currículo.

Santos foi empossado, apesar de colegas terem solicitado investigações sobre seu comportamento e de líderes republicanos em Nova York, incluindo quatro congressistas em primeiro mandato, pedido sua renúncia. Promotores indicaram que estão de olho em Santos, com a abertura de investigações.

Há ainda uma acusação de que ele teria enviado emails a apoiadores oferecendo visitas ao Congresso em troca de "doações" de até US$ 500 —o que não é permitido pelas regras da Casa.

No Brasil, o Ministério Público do Rio de Janeiro também decidiu reabrir um processo por estelionato, que estava suspenso porque autoridades não conseguiam localizá-lo. A ação corre agora em sigilo. Ele foi indiciado em 2008, depois de ter furtado um talão de cheques, que usou para fazer compras —os cheques não tinham fundos.

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