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Discussão sobre moeda comum deve ganhar força com Lula em Buenos Aires, dizem aliados
Discussão sobre moeda comum deve ganhar força com Lula em Buenos Aires, dizem aliados
Por Danielle Brant/Folhapress
22/01/2023 às 14:00
Atualizado em 22/01/2023 às 14:00
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

A discussão sobre moeda comum para os países do Mercosul deve ganhar força com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Buenos Aires (Argentina), onde participa da cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).
Lula viaja à capital argentina na noite deste domingo (22). A expectativa de integrantes do governo é que as conversas sobre moeda comum, ainda embrionárias, ganhem força em reuniões que o presidente manterá ao longo do evento, entre elas uma com seu colega argentino, Alberto Fernández. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) integra a comitiva.
No final da noite de sábado (21), Lula e Fernández assinaram artigo conjunto no jornal argentino Perfil no qual defenderam o relançamento da aliança entre Brasil e Argentina.
Em um trecho, ambos defendem as discussões sobre moeda comum para o bloco. "Temos a intenção de superar as barreiras em nossas trocas [comerciais], simplificar e modernizar as regras e fomentar o uso das moedas locais", escrevem.
"Também decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda comum sul-americana que possa ser usada tanto para os fluxos financeiros como comerciais, reduzindo os custos operacionais e nossa vulnerabilidade externa."
Em abril do ano passado, Haddad e seu atual secretário-executivo da Fazenda, Gabriel Galípolo, escreveram um artigo no jornal Folha de S.Paulo argumentando que a criação da moeda sul-americana pode acelerar a integração regional. "A nova moeda poderia ser utilizada tanto para fluxos comerciais quanto financeiros entre países da região", indica o artigo.
Em janeiro deste ano, ao ser questionado sobre a possível criação de uma moeda única para o Mercosul, Haddad disse a um jornalista para "se informar primeiro". A declaração ocorreu dois dias após o embaixador da Argentina, Daniel Scioli, ter dito que conversou com o ministro sobre a criação de uma moeda comum (não única) para o bloco.
