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Democracia não pode ser tolerante com os intolerantes a ela própria, diz Gilmar Mendes
Democracia não pode ser tolerante com os intolerantes a ela própria, diz Gilmar Mendes
Por Folha de S. Paulo
25/01/2023 às 09:26
Atualizado em 25/01/2023 às 09:26
Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Sentado à mesa do Cícero Bistrô, em Lisboa, próximo ao seu bairro preferido da capital portuguesa, o Príncipe Real, o decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, raramente tira os olhos do celular.
Olha notícias, envia e recebe mensagens, interage com os protagonistas da cena política —tensões institucionais entre governo e Forças Armadas deixam Brasília ao rubro. E nem assim perde uma vírgula da entrevista; consegue, como poucos, fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Após os ataques à democracia de 8 de janeiro, em que a destruição do STF o fez chorar ao vivo na TV, Gilmar transmite uma visão desapaixonada e simples sobre o ocorrido, falando da relação entre os Poderes e dos desafios que esperam o Brasil, e questiona se é prudente para a democracia o mundo confiar tanto na globalização.
Duas vezes presidente do Supremo e seu atual decano, o ministro que Fernando Henrique Cardoso indicou à corte em 2002 é, 20 anos depois, figura central da sociedade brasileira. Autodeclarado "santista roxo", é também um professor que nunca resistiu à política.
Esta é a primeira parte da segunda conversa à mesa do Cícero na qual personalidades incontornáveis "de lá e de cá" debatem, nesta coluna, ideias e argumentos e antecipam as tendências do futuro tendo por base o potencial existente nas relações do Brasil com Portugal, a Europa e o mundo.
