Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Maurício Trindade insinua "uso político" de operação do MP sobre irregularidades na saúde em Salvador
Maurício Trindade insinua "uso político" de operação do MP sobre irregularidades na saúde em Salvador
Por Política Livre
15/12/2022 às 17:31
Atualizado em 15/12/2022 às 17:31
Foto: Reginaldo Ipê/CMS/Arquivo

O vereador Maurício Trindade (PP), um dos alvos da Operação Pandemia, realizada na quarta-feira (14) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), com o objetivo de apurar desvios de recursos públicos na área da saúde no âmbito do município, divulgou uma nota nesta quinta-feira (15) na qual insinua ser vítima de um suposto uso político da ação.
A operação teve o objetivo de apurar desvio de recursos públicos envolvendo a contratação, pela Prefeitura, do Hospital Santa Clara, em agosto de 2020, para atendimento de pacientes com Covid-19. De acordo com o MP-BA, a unidade de saúde recebeu mais de R$ 1,5 milhão do município, de um contrato estimado em R$ 18,6 milhões.
Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais de sete investigados, na capital, no interior e em outros estados, incluindo a residência de Trindade, em Lauro de Freitas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador. Foram apreendidos celulares, pendrives, computadores e documentos.
Maurício Trindade, que é presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Salvador e também comandou a Comissão de Acompanhamento das Ações de Combate à Covid, afirmou que acompanhou o processo de contratação do Hospital Santa Clara, mas não citou qualquer irregularidade.
"Logo que foi constatado pela Prefeitura que a entidade gestora do hospital estava tendo dificuldade de gestão devido ao grande aumento dos preços de todos os materiais médicos durante a pandemia, a Prefeitura suspendeu o contrato, e contratou uma nova empresa para que realizasse a gestão do hospital e não houvesse descontinuidade do atendimento à população", disse o vereador.
Ele acrescentou, na nota, que a Prefeitura realizou o pagamento dos serviços que foram efetivamente executados, promovendo também o bloqueio do valor da folha de pagamento dos funcionários para que todos recebessem individualmente os salários.
Maurício Trindade declarou que "valoriza" o acompanhamento do Ministério Público sobre as ações das comissões da Câmara e garantiu estar à disposição para prestar esclarecimentos, "para que não pairem dúvidas que possam ser usadas indevidamente contra a integridade de qualquer pessoa, principalmente o uso político contra quem tem dedicado toda a sua vida ao atendimento das pessoas mais necessitadas de nossa cidade", concluiu.
Segundo o MP-BA, o objetivo da operação foi coletar indícios que comprovem o envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos, por meio da contratação de entidade fantasma, sem capacidade técnica ou profissional para a prestação dos serviços. Além disso, segundo as investigações, a contratação resultou em prejuízo financeiro para o município de Salvador e em desassistência à saúde da população.
Em nota divulgada na quarta, a Secretaria da Saúde de Salvador afirmou que o edital de chamamento do processo que resultou na contratação do hospital possuía condições de habilitação e o pagamento atrelado à prestação do serviço, ou seja, somente se daria em caso da efetiva utilização do leito.
