Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Silvio Humberto defende nome de Zulu Araújo para trabalhar com Margareth Menezes no Ministério da Cultura
Silvio Humberto defende nome de Zulu Araújo para trabalhar com Margareth Menezes no Ministério da Cultura
Por Política Livre
30/12/2022 às 12:54
Atualizado em 30/12/2022 às 12:54
Foto: Divulgação

O vereador de Salvador Sílvio Humberto (PSB) defendeu a indicação do atual diretor da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araújo, um das lideranças do movimento negro na Bahia, para um cargo no Ministério da Cultura, que será recriado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e comandado pela cantora baiana Margareth Menezes com um orçamento ampliado.
"Zulu é uma pessoa que entende de cultura, tem currículo, experiência e sensibilidade. Um nome fundamental nesse processo de reconstrução após a devastação feita pelo atual governo nesse setor. Temos visto que essa será uma prioridade do presidente Lula e da nossa ministra Margareth Menezes. Há um encontro de vontades nesse sentido, e a Bahia tem uma importância estratégica nessa questão, tanto que já tivemos como ministros da Cultura Gilberto Gil e o (ex-vereador de Salvador) Juca Ferreira", disse Sílvio Humberto a este *Política Livre*.
Zulu Araújo foi presidente da Fundação Cultural Palmares, órgão ligado ao Ministério da Cultura, de 2007 a 2010, durante o governo Dilma Rousseff. Margareth já anunciou que o futuro comandante da fundação será o presidente do Olodum, João Jorge.
Segundo a imprensa nacional, o desejo da futura ministra era emplacar Zulu como secretário-executivo do ministério. No entanto, ela teve que ceder a pressões do PT para colocar no cargo o historiador Márcio Tavares, indicação defendida pela socióloga Rosângela da Silva (Janja), esposa de Lula. Existe a possibilidade de Zulu ser chefe de gabinete ou ocupar uma secretaria dentro do ministério, o que ainda não foi oficialmente anunciado.
"Junto com Lula, não há dúvidas de que Margareth, João Jorge e Zulu, pessoas que conhecem a cultura negra, serão importantes para reconstruir a cultura em nosso país e pôr fim ao retrocesso. É preciso garantir que os recursos das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc sejam repassados aos artistas do nosso país. Esse momento de reconstrução exige experiência e visão. Exige audácia, que é a mistura do planejamento com a ousadia", concluiu o vereador.
