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Gabriel Galípolo, ex-presidente do Banco Fator, será número 2 de Haddad na Fazenda

Gabriel Galípolo, ex-presidente do Banco Fator, será número 2 de Haddad na Fazenda

Por Catia Seabra, Alexa Salomão e Idiana Tomazelli, Folhapress

13/12/2022 às 13:11

Atualizado em 13/12/2022 às 16:06

Foto: Greg Salibian/Folhapress

O economista Gabriel Galípolo, ex-presidente do Banco Fator

O ex-banqueiro Gabriel Galípolo será o secretário-executivo do Ministério da Fazenda no próximo governo. A informação foi confirmada pelo futuro chefe da pasta, Fernando Haddad.

Nesta terça-feira (13), ele participou, ao lado de Haddad, de parte da reunião com a equipe do atual ministro da Economia, Paulo Guedes. Depois, acompanhou o ex-prefeito de São Paulo em encontro com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Na saída da reunião, Haddad confirmou que Galípolo assumirá o cargo, que é o segundo mais importante na hierarquia da pasta. De acordo com pessoas que estiveram no encontro, o futuro ministro já apresentou Galípolo como o escolhido para ser secretário-executivo.

Normalmente, o secretário-executivo é alguém com experiência na máquina, justamente para não ter que aprender as funções do ministério junto com o novo titular da pasta. Nesse caso, o desafio será duplo, pois tanto Galípolo quanto Haddad terão de aprender juntos como tocar o dia a dia da gestão fazendária.

Um dos conselheiros do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre mercado financeiro, o ex-banqueiro ganhou a confiança de Haddad ao participar da coordenação do plano de governo do ex-prefeito na disputa pelo estado de São Paulo, da qual ele saiu derrotado.

O futuro número 2 da economia chegou a organizar encontros entre Haddad e indecisos do mercado financeiro, além de ter participado de jantares com a presença de Lula.

Presidente do Banco Fator de 2017 a 2021, Galípolo já esteve em campo oposto ao PT. Seja na presidência ou na diretoria de novos negócios do banco, cadeira que ocupou de 2016 a 2017, o economista atuou na modelagem das privatizações das privatizações da Cesp (Companhia Energética do Estado de São Paulo) e da Cedae (Companhia de Águas e Esgotos do Rio), ocorridas sob protesto de petistas.

Atualmente, ele participa do grupo de trabalho dedicado à elaboração dos planos do futuro presidente petista para a economia. O ex-banqueiro chegou a ser cotado para o comando do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mas as apostas agora estão no nome de Aloizio Mercadante.

Nos próximos dias, o futuro secretário-executivo da Fazenda deve marcar uma reunião bilateral com o atual número dois do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, para discutir temas relativos ao dia a dia do cargo.

Haddad deve anunciar alguns nomes da sua equipe no fim da tarde desta terça —entre eles o de Galípolo. A divulgação é acompanhada de perto pelo mercado, que teme pessoas mais alinhadas a uma política econômica intervencionista.

Na reunião com Guedes, o futuro ministro do governo Lula indicou que pretende concluir a montagem de sua equipe até sexta-feira (16). Entre os postos-chave a serem definidos estão o comando do Tesouro Nacional e da Receita Federal.

Nesta segunda, a possibilidade de o PT alterar a Lei das Estatais, para permitir que Mercadante possa ser indicado para comandar o BNDES, assim como para abrir caminho a outras nomeações políticas, derrubou a Bolsa e provocou a alta do dólar.

Investidores preocupam-se com a sustentabilidade fiscal diante de uma equipe mais favorável a aumento de gastos públicos, em um cenário em que o governo eleito já busca elevar despesas em ao menos R$ 168 bilhões via PEC (proposta de emenda à Constituição) da Gastança, em tramitação no Congresso.

Nesta terça, ata divulgada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) mostrou que o Banco Central está preocupado com o impacto de "estímulos fiscais significativos" tende a ser maior sobre a inflação do que sobre a atividade econômica em um ambiente de baixa ociosidade.

Apesar das questões fiscais, o foco no encontro de Haddad e Guedes nesta terça foi a estrutura e os processos de funcionamento da pasta, segundo interlocutores. Em uma reunião de quase duas horas, o atual ministro da Economia apresentou toda a sua equipe de secretários especiais, e cada área teve um tempo para explicar suas principais atribuições.

Haddad, por sua vez, buscou detalhes de como está a configuração atual do Ministério da Economia —que deve ser desmembrado em ao menos três pastas no novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A reunião foi descrita como "descontraída, pacífica e construtiva" por pessoas presentes. Antes do encontro com a participação dos secretários, Haddad e Guedes tiveram uma conversa reservada a sós, que durou aproximadamente meia-hora.

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