Lucro do BB salta 62,7% no terceiro trimestre, para R$ 8,36 bi
Por Aluísio Alves e Marcelo Azevedo / Folha de São Paulo
09/11/2022 às 21:12
Atualizado em 09/11/2022 às 21:12
Foto: Rahel Patrasso/Xinhua

O BB (Banco do Brasil) anunciou nesta quarta-feira (9) lucro ajustado acima das expectativas do mercado e elevou suas previsões de 2022 para expansão do crédito e de lucratividade.
O banco controlado pelo governo federal reportou lucro recorrente de R$ 8,36 bilhões entre julho e setembro, um salto de 62,7% sobre um ano antes. O número também veio acima da previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de R$ 7,359 bilhões para o período.
Com o resultado, o banco revisou sua projeção de lucro para 2022, de uma faixa entre R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões para entre R$ 30,5 bilhões e R$ 32,5 bilhões. No acumulado dos nove meses deste ano, o banco registra lucro de R$ 22,8 bilhões.
A carteira de crédito do BB chegou a R$ 969,2 bilhões em setembro deste ano, aumento trimestral de 5,4% e de 19% na comparação anual.
No intervalo de janeiro a setembro deste ano, a carteira de crédito do banco cresceu 20,5%, e a projeção para a evolução do ano saiu de uma faixa entre 12% e 16% para entre 15% e 17%.
O banco atribui os resultados do trimestre ao aumento da margem financeira bruta, que subiu 14,7%, e ao crescimento das receitas de prestação de serviços. Cita, ainda, a expansão nos resultado e participações em suas controladas, coligadas e joint ventures e da PCLD (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa).
A carteira pessoa física ficou em R$ 281,9 bilhões, crescimento de 2,7% no trimestre e de 10,9% no ano, impulsionada pelo crescimento do crédito consignado (+8,3), empréstimo pessoal (+22,6%) e cartão de crédito (+31,5%).
A carteira de crédito para empresas teve aumento de 5,3% na margem e de 20,2% em 12 meses, chegando a R$ 354,8 bilhões. O destaque do setor foi o capital de giro (+8,3%).
Já a carteira do BB para o agronegócio registrou alta de 9,1% na comparação trimestral e de 26,7% na anual, chegando a R$ 286 bilhões. As operações de custeio, que cresceram 53,7% em 12 meses, foram o destaque na categoria.
A taxa de inadimplência acima de 90 dias do banco, porém, chegou a 2,34%, contra 1,82% em setembro de 2021 e 2% em junho deste ano.
Com os números, o RSPL (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) do BB, indicador que mede a rentabilidade da operação da instituição financeira, avançou para 21,8% no terceiro trimestre de 2022, contra 14,3% em setembro de 2021 e 20,6% em junho deste ano.
O Banco do Brasil é o terceiro entre os maiores bancos do país a divulgar resultados de terceiro trimestre e o primeiro a registrar salto no lucro.
No dia 26 de outubro, o Santander reportou lucro R$ 3,12 bilhões —um recuo de 28% na comparação anual.
Nesta terça (8), o Bradesco surpreendeu o mercado ao divulgar que teve lucro de R$ 5,22 bilhões no trimestre, queda de 22,8% ante o mesmo período de 2021. O resultado fez as ações do banco registrarem sua maior queda desde 1998, despencando 17,38% e chegando a R$ 15,35. A perda de valor de mercado foi de R$ 31 bilhões.
