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Bolsonarismo pós-derrota emite sinais clássicos da extrema direita global, diz professor
Bolsonarismo pós-derrota emite sinais clássicos da extrema direita global, diz professor
Por Paula Soprana / Folha de São Paulo
26/11/2022 às 08:04
Atualizado em 26/11/2022 às 08:04
Foto: Reprodução/Instagram

Pesquisador da ascensão da extrema direita, o professor de ciência política Jorge Chaloub, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), afirma que os atos antidemocráticos em frente aos quartéis e nas rodovias desde a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) são sintoma de uma sociedade que naturalizou a violência.
Parte dessa naturalização passaria pelo Judiciário, que, segundo ele, errou em incluir as Forças Armadas no processo de fiscalização das urnas, e pela imprensa, que teria resistido em apresentar Bolsonaro como uma figura da extrema direita, colocando-o apenas como à direita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"A candidatura do Bolsonaro foi naturalizada e acho que essa é uma chave muito importante de ser compreendida. Bolsonaro é o líder do Executivo mais radical que tivemos na nossa história", diz.
A postura do bolsonarismo, agora, segue elementos clássicos da extrema direita global, segundo ele: teorias da conspiração, apreço pela lógica e estética militares e incapacidade de aceitar a derrota.
