Roma diz que não quer mais que as pessoas sejam 'emparedadas' na Bahia
Por Davi Lemos
17/08/2022 às 09:59
Atualizado em 17/08/2022 às 09:59
Foto: Reprodução / Youtube

O candidato a governador João Roma (PL), durante entrevista à Rádio Brado, nesta quarta-feira (17), disse que vislumbra para a Bahia uma sociedade altiva, com indivíduos que possam ter plenitude de sua cidadania e que possam exprimir suas opiniões.
"Não queremos pessoas que sejam cada vez mais emparedadas, pessoas que fiquem cada vez mais submissas a estruturas de poder que ficam perdurando. Porque o que se vê nesse processo é 'dança de cadeira', 'toma lá dá cá' partidário, cada grupo poderoso olhando para o seu umbigo, separando o estado em quinhões como se fossem feudos para entregar para cada um", comentou Roma.
Roma criticou os projetos de esquerda que querem, como indicou, uma sociedade apartada. "Isso não é saudável porque ninguém vive da porta pra dentro. Nós vivemos para a sociedade. Nós estamos integrados", comentou o ex-ministro bolsonarista, para quem é preciso diferenciar "o mundo real e o mundo dos políticos que não estão preocupados com o dia a dia da população".
Ele avaliou ainda que, com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, essa diferenciação ficou clara entre esses dois mundos apontados por ele. "A verdade é que há quatro anos atrás, com a eleição do presidente Bolsonaro, o gigante despertou. Falta agora a mãe do gigante [a Bahia] despertar. Porque a Bahia é fundamental nesse processo todo", explicou Roma, que apontou que o estado é o maior do Nordeste, o quarto colégio eleitoral do país.
"A Bahia tem essas origens e tradições libertárias. [...] Mas do lado de lá são velhas práticas políticas do emmpreguismo, do toma lá dá cá, da perseguição em pleno século vinte e um. Cada um deles termina que sucumbe a estrutura que se vale exclusivamente em aumentar impostos e deixar a sociedade subjugada", comentou o candidato bolsonarista.
