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Campanha proporcional do PT quer nacionalizar o debate e contestar discurso de ACM Neto
Campanha proporcional do PT quer nacionalizar o debate e contestar discurso de ACM Neto
Por Redação
29/08/2022 às 17:23
Atualizado em 29/08/2022 às 17:23
Foto: João Ramos / Divulgação / Arquivo

A estratégia das campanhas proporcionais dos partidos que apoiam Lula, Jerônimo Rodrigues e Otto Alencar (PT, PSD, PSB, PCdoB, PV, MDB e Avante) nacionaliza o debate das eleições, polarizada entre Lula e Jair Bolsonaro, e contesta o discurso de ACM Neto. Com o conceito do “Tanto Faz”, a campanha proporcional questiona o ex-prefeito, como ele vem reafirmando em seus discursos, se tanto faz Lula, que os petistas afirmam ter sido o melhor presidente do país e que tenta com sua reeleição reconstruir o Brasil, ou Jair Bolsonaro (PL), a quem afirmam que ACM Neto apoiou e também associam à volta da fome, do desemprego, da inflação, da carestia e da crise que assola o Brasil.
Coordenadora da campanha proporcional, a vice-presidente do PT Bahia, Luciana Mandelli destacou que a linha adotada por Neto é para evitar perder eventuais votos de um lado ou de outro. “Ou seja, para ele tanto faz um ou outro. No entanto, para mais de 60% do eleitor que ja? escolheu Lula porque não aguenta mais a situação em que o país se encontra e tudo o que representa o Governo Bolsonaro, esse 'tanto faz' faz pouco caso de quem passa dificuldades. Portanto, colocamos no centro da estratégia criativa da campanha esse 'tanto faz' para demostrar o quanto o posicionamento de Neto e? falso, enganador e prejudicial à Bahia. No fundo, esse 'tanto faz' atrapalha Lula e serve para mascarar o alinhamento de Neto a Bolsonaro”, explicou Luciana.
A coordenadora da campanha proporcional destacou ainda que a estratégia é um acerto da equipe de comunicação. “Essa equipe já nos acompanha há muito tempo. Em 2006 eles desenvolveram a tese do 'time de Lula'. Foi tão acertada que pautou o Brasil inteiro e que segue sendo reproduzida. Nós vamos apostar em correr nessa raia dos votos de Lula na Bahia e aprofundar a identificação da nossa base eleitoral com o voto casado”. Luciana afirma ainda que é estratégico aprofundar a ideia de que a Bahia tem lado.
“A população baiana sinaliza muito nitidamente sua intenção de voto presidencial. Lula é forte na Bahia e o povo baiano quer Lula, assim nossa campanha proporcional também questiona o sentido dessa declaração de 'tanto faz' que nosso adversário tenta expressar. O país não aguenta mais Bolsonaro, quando Neto assume essa postura ele contraria a vontade do eleitor baiano que já sinalizou também o peso do voto casado e sua predileção pelo projeto do PT, vai ser Lula Lá e Jerônimo Cá”.
