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Bolsonaro diz que empresários que defendem golpe é notícia falsa

Bolsonaro diz que empresários que defendem golpe é notícia falsa

Por Bruno B. Soraggi, Daniele Madureira e Joana Cunha, Folhapress

18/08/2022 às 14:19

Atualizado em 18/08/2022 às 14:19

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress/Arquivo

O presidente Jair Bolsonaro, em visita ao Parque Tecnológico em São José dos Campos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou de fake news o post do portal Metrópoles que afirma que empresários bolsonaristas teriam passado a defender, em um grupo de WhatsApp, um golpe de Estado caso o ex-presidente Lula vença as eleições em outubro.

Segundo o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, empresários apoiadores do governo atacam instituições como o STF (Supremo Tribunal Federal) e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"Que empresários? Qual é o nome deles? Chega de fake news. Qual jornalista [divulgou isso?] Toda semana quase vocês demitem um ministro meu citando fontes palacianas", disse o presidente a jornalistas em evento em São José dos Campos.

"Guilherme Amado? Você tá de brincadeira. Esse cara é o fim do mundo. É uma fábrica de fake news. Ele acusou o Luciano Hang de dar golpe, é isso?", questionava ele sem deixar o repórter explicar. "Mostra isso aí. Para de minhoca na cabeça."

O portal reproduziu as postagens dos empresários, que, segundo o colunista, foram feitas em um grupo com o nome de Empresários & Política, criado no ano passado.

O grupo inclui contas atribuídas a empresários de diversas partes do país, como Luciano Hang, dono da Havan, Meyer Nigri, fundador e presidente do conselho da Tecnisa, Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia, Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu, e José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan.

Hang confirmou à Folha que integra o grupo, mas disse que quase nunca se manifesta e em momento algum falou sobre os Poderes.

"Vejo que meu nome vende jornal e gera cliques. Me envolvem em toda polêmica possível, mesmo eu não tendo nada a ver com a história", disse o dono da Havan à Folha. "Sou pela democracia, liberdade, ordem e progresso."

Questionada sobre as manifestações do fundador no grupo de empresários, a assessoria da Tecnisa informou que a companhia "não fala em nome de Meyer Nigri" e que ele "não é porta-voz da empresa".

A preocupação com investidas frequentes de grupos bolsonaristas contra a democracia levou entidades empresariais e da sociedade civil, políticos e cidadãos a endossarem cartas em defesa do Estado de Direito democrático no Brasil.

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