Esquerda teme eleitores divididos em SP após PSOL ameaçar disputar o Senado
Por Mônica Bergamo/Folhapress
07/07/2022 às 09:46
Atualizado em 08/07/2022 às 11:37
Foto: Eduardo Anizelli/Arquivo/Folhapress

A decisão do PSOL de lançar candidato próprio para o Senado em SP, revelada pela coluna na terça-feira (5), suscitou um temor entre lideranças progressistas de que eleitores de esquerda possam se dividir na hora de escolher um nome para a Casa.
A dissidência poderia prejudicar eleitoralmente o ex-governador Márcio França (PSB), que, no próximo sábado (9), deve ser oficialmente indicado para a vaga pela chapa do pré-candidato do PT ao Governo de SP, Fernando Haddad.
Embora França apareça como segundo colocado na corrida para governador, segundo resposta estimulada na última pesquisa do Datafolha, lideranças que apoiam o seu nome temem uma polarização na base petista.
Em 2020, por exemplo, os eleitores do PT se dividiram entre o candidato do partido para a Prefeitura de SP, Jilmar Tatto, e o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, que passou para o segundo turno.
