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Dólar cai enquanto mercado pesa riscos entre inflação e recessão

Dólar cai enquanto mercado pesa riscos entre inflação e recessão

Por Folhapress

08/07/2022 às 14:15

Atualizado em 08/07/2022 às 14:15

Foto: Epitácio Pessoa/Estadão/Arquivo

Dólar

Os mercados balançavam nesta sexta-feira (8) enquanto investidores avaliavam dados que apontavam para uma linha tênue entre os riscos de uma inflação global persistentemente alta ou de uma abrupta desaceleração da economia mundial provocada pela escalada dos juros.

Acompanhando a volatilidade dos mercados globais, a Bolsa de Valores brasileira assumia um viés ligeiramente positivo no início desta tarde, enquanto o dólar passava a devolver ganhos iniciais frente ao real.

Às 12h25, o índice de referência da Bolsa, o Ibovespa, subia 0,06%, a 100.791 pontos. O dólar comercial à vista recuava 0,86%, a R$ 5,2980.

Dados sobre a forte geração de empregos nos Estados Unidos centralizavam as atenções. O país abriu 372 mil postos de trabalho no setor urbano em junho, bem acima da expectativa de 268 postos, conforme estimativa da agência Reuters.

Esse resultado pode ser observado de dois pontos de vista. Olhando para a parte cheia do copo, a informação afasta a perspectiva de uma recessão global imediata, pois mostra que a principal economia do planeta continua aquecida.

Mas a visão do copo meio vazio tem feito diversos analistas considerarem que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) subirá sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual no final deste mês, repetindo a alta aplicada em junho e que foi a maior desde 1994. É justamente o aperto monetário acelerado do Fed que tem feito mundo temer a recessão.

"O relatório de empregos veio bem forte, afastando no curto prazo a possibilidade de recessão, que é a grande temática no mercado", comentou Wagner Varejão, especialista da Valor Investimentos.

Na Bolsa de Nova York, o S&P 500 subia 0,14%. Também avançaram Dow Jones e Nasdaq, com ganhos de 0,17% e 0,29%, respectivamente.

No Brasil, investidores digeriam a leitura de junho do IPCA, que subiu 0,67% no período, acelerando ante a taxa de 0,47% vista em maio.

Na véspera, a taxa de câmbio também desacelerou alinhada ao exterior, enquanto o Ibovespa subiu 2,04%, a 100.729 pontos. A força do setor de commodities impulsionou o índice de referência da Bolsa de Valores a respirar acima dos 100 mil pontos pela primeira vez após seis pregões.

Na ocasião, um relatório semanal do seguro-desemprego nos Estados Unidos apresentou alta nos pedidos de novos benefícios.

Por mais contraditório que isso pareça em relação ao movimento desta sexta, a informação da véspera, que indicava fraqueza do mercado de trabalho americano, foi interpretada como um sinal de que o Fed estaria conseguindo domar a inflação no país e, assim, teria condições de diminuir o ritmo da elevação da sua taxa de juros.

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