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Estado da Bahia adere à campanha Vacina Mais

Estado da Bahia adere à campanha Vacina Mais

Por Redação

29/06/2022 às 17:15

Atualizado em 29/06/2022 às 17:17

Foto: Divulgação/Sesab

Lançamento da campanha Vacina Mais

A campanha Vacina Mais foi lançada nesta quarta-feira (29), em Brasília, pelos Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems).

O governo do Estado, através da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), se uniu ao ato de forma virtual, reunindo técnicos e dirigentes no auditório da secretaria, com a presença da titular da pasta, Adélia Pinheiro. Com o apoio de organismos internacionais, como a Organização Panamericana de Saúde (Opas/OMS), a campanha visa ampliar as taxas de cobertura das vacinas no Brasil que vem sofrendo sucessivas quedas nos últimos anos.

“É preciso haver esse reconhecimento de que, como nação, nossas coberturas estão decrescentes, muito em função de um movimento antivacina que ganhou força no Brasil nos últimos anos. Vamos nos esforçar e nos unir nessa grande campanha de integração em prol da reafirmação do compromisso em favor da Saúde e da vida”, afirmou Adélia Pinheiro.

Segundo a diretora da Opas no Brasil, Socorro Gross, a vacinação é o mais eficaz e barato mecanismo de saúde para evitar doenças. E foi responsável por erradicar a varíola, poliomielite, rubéola e tétano de diversas nações do mundo.

“Vacinas salvam vidas, são seguras, previnem enfermidades e protegem as comunidades mais vulneráveis. Essa campanha precisa conscientizar os brasileiros de que a vacina é um bem público e aqui no Brasil, totalmente gratuito, pelo SUS. Um bem que mantém a população saudável”, ressaltou ela.

Para reconquistar as altas coberturas da vacinação de rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a Vacina Mais vai contar com uma ampla campanha de comunicação nos municípios e estados. Além disso, ganhou um reforço significativo da sociedade civil, com a participação de entidades como Anvisa, CNJ (Conselho Nacional de Justiça), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Sociedade Brasileira de Infectologia, diversas sociedades médicas e CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).

Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigatto, é necessário “desfazer falsas notícias que levam a morte”. E Nésio Fernandes, presidente do CONASS, complementou dizendo que “em qualquer país civilizado do mundo é inaceitável que pessoas morram de alguma doença imunoprevenível, por falta de vacinação. É inaceitável que doenças já erradicadas, como o sarampo e a poliomielite, voltem por causa de campanhas mentirosas a respeito das vacinas, com teses já superadas há anos”.

A CNBB se comprometeu a usar a alta capilaridade da igreja católica no Brasil para combater o negacionismo em torno das vacinas. “Vamos conversar, dialogar e conscientizar cada pessoa em nossas paróquias, do Oiapoque ao Chuí. Esse é um ato de responsabilidade social em defesa da vida. Contra a desinformação, Vacina Mais”. frisou um representante da entidade religiosa.

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