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Presidente do FNDE nega influência de pastores em decisões do órgão

Presidente do FNDE nega influência de pastores em decisões do órgão

Por Agência Brasil

25/05/2022 às 14:54

Atualizado em 25/05/2022 às 14:54

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Marcelo Ponte participou de audiência na Câmara dos Deputados

Em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Lopes da Ponte, reafirmou nesta quarta-feira (25) que nunca sofreu influência de pastores de ou de quaisquer outras pessoas na gestão do órgão.

Assim como ocorreu no Senado, Ponte foi chamado pelos deputados para dar explicações sobre denúncias de que os pastores Arilton Moura e Gilmar Silva teriam atuado como intermediários junto aos municípios na liberação de recursos do Ministério da Educação, por meio do FNDE, em troca de pagamento de propina. “Quero deixar claro que nunca recebi influência de pastor ou de qualquer pessoa. Nosso trabalho é eminentemente técnico”, garantiu Marcelo da Ponte à Comissão de Educação.

O presidente do FNDE acrescentou que mesmo nos eventos que contaram com participação dos evangélicos investigados em eventos da pasta, a dupla nunca viajou com a equipe do Ministério da Educação, em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) ou em comitivas com aviões comerciais. Além disso, garantiu que nunca foi paga qualquer despesa relacionada a eles. “Minhas agendas são públicas e estão divulgadas no site do FNDE. Independente do partido político sempre atendi a todas as pessoas que me procuraram nesses quase dois anos de gestão, sejam prefeitos, secretários municipais de educação, deputados, senadores, governadores, entre outros”, afirmou Ponte.

Ainda durante a audiência desta quarta-feira, Ponte voltou a dizer que levou as suspeitas de irregularidades na atuação dos pastores ao então ministro Milton Ribeiro e ao secretário-executivo da pasta, Victor Godoy, atual ministro, em agosto de 2021. Ponte lembrou que, após voltar de uma viagem a Nova Odessa (SP), ouviu “conversas tortas” e levou imediatamente as suspeitas aos gestores, apesar de não ter provas. “Não recebi, não me foi oferecido valores, mas onde há fumaça há fogo e eu achei por bem, falei: ‘Ministro, queria que o senhor tomasse uma providência’, e ele, ainda em agosto do ano passado, mandou esse relato à CGU”, disse.

O gestor acrescentou que também foi ouvido pela CGU, prestou os esclarecimentos necessários e, durante seu depoimento, colocou seu sigilo fiscal, bancário e telefônico à disposição das autoridades. “Não tinha porque ter medo, não fiz nada errado”, ressaltou Ponte.

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