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'No Brasil, com exceção da Bahia, a criminalidade tem diminuído', diz João Roma
'No Brasil, com exceção da Bahia, a criminalidade tem diminuído', diz João Roma
Por Davi Lemos
23/05/2022 às 12:18
Atualizado em 23/05/2022 às 12:25
Foto: Divulgação / Arquivo

O pré-candidato ao governo da Bahia, João Roma (PL), voltou a tecer críticas duras à gestão da segurança pública no estado e destacou que, "aqui no Brasil, com exceção do estado da Bahia, a criminalidade tem diminuído e o número de mortes também. Então é óbvio que é muito mais uma questão de gestão e de postura local do que uma questão relacionada à possibilidade do cidadão poder ter uma arma dentro de casa". A declaração do deputado federal ocorreram durante sabatina ao UOL/Folha de São Paulo.
Roma ainda disse que na Bahia surge um "novo cangaço" e que, no estado, há mortes causadas pelo crime organizado e não por ação da polícia, segundo questionado pelos sabatinadores. "O que vemos na Bahia não é letalidade policial, mas do crime organizado que se instalou devido a um governo leniente, que não tomou as providências devidas e transformou a Bahia em um solo fértil para receber aqui as organizações criminosas. O que se vê na Bahia é o novo cangaço, que foi reprimido em Minas Gerais, no estado de São Paulo e na Bahia não há ação para isso", disse.
Roma disse ainda que respaldará ação enérgica das forças policiais contra criminosos. "[Haverá] protocolo de segurança que será estabelecido na Bahia, sim. Essa história de dizer que o camarada atirou no policial, mas não foi com intenção de matar, isso não vai acontecer aqui na Bahia não; o enfrentamento vai ser severo. Por que antes o policial vivo do que o bandido que está tirando a vida das pessoas na rua ficar aí serelepe com essas audiências 'prende hoje, solta amanhã'", disse o ex-ministro da Cidadania.
Urnas eletrônicas
Roma também questionou as auditorias que são feitas nas urnas eletrônicas, uma das principais críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL), ao sistema eleitoral brasileiro - os bolsonaristas também defendem o registro impresso do voto dado da urna eletrônica. "Onde já se viu auditoria interna? Por acaso essa auditoria vai ter credibilidade? Não. Isso tem que ser feito por organismos externos; e os organismos externos legitimados para isso são os partidos políticos. [...] são auditadas internamente pelo patrão; mesma pessoa que faz, fiscaliza", pontuou.
O pré-candidato disse que "é fundamental que o Judiciário dê exemplo e não seja reativo às sugestões ou posições colocadas a respeito das urnas eletrônicas". Roma ressaltou, entretanto, que o presidente respeitará o resultado das eleições. "O presidente respeita a liberdade e a democracia, o futuro do Brasil e a nossa Constituição. E ele vai tomar todas as medidas para que a Constituição seja respeitada", disse Roma.
