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Discurso de uso político da CPI do MEC cresce e chega a defensores da terceira via

Discurso de uso político da CPI do MEC cresce e chega a defensores da terceira via

Por Juliana Braga, Folhapress

11/04/2022 às 18:20

Atualizado em 11/04/2022 às 18:20

Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

Presidente Jair Bolsonaro (PL)

O discurso do uso político para palanque eleitoral da CPI do MEC ganhou ressonância mesmo entre os senadores não alinhados ao bolsonarismo e está dificultando a instalação do colegiado. A avaliação desses parlamentares é a de que, neste momento, uma investigação teria o potencial de beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no outro extremo da polarização com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Palácio do Planalto Planalto joga com essa estratégia e aposta na tentativa da terceira via de se viabilizar como forma de convencer os senadores a retirarem o apoio. Emissários do governo argumentam que o colegiado poderia acabar desequilibrando a disputa em outubro em favor do petista.

Eles apostam, inclusive, que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), até pouco tempo pré-candidato da terceira via, não permitirá que a iniciativa prospere. Na semana passada, ele próprio defendeu ser necessário ter cautela com mecanismos legislativos com "viés eleitoral".

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, passou o final de semana tentando barrar o colegiado. Conseguiu reverter o apoio, por exemplo, do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), até bem pouco tempo um dos articuladores da campanha do ex-juiz Sergio Moro (União-SP) no partido. "Uma CPI tão próxima das eleições acabará em palanque eleitoral. Então é melhor que a investigação seja feita pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Assim, teremos uma investigação imparcial e completa", escreveu no seu Twitter.

Outro entusiasta recente de Moro, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), sequer chegou a assinar o documento. Segundo conta, é a primeira vez desde 1998 que não apoia a abertura de uma CPI, lembrando que foi expulso do PSDB em 2002 pelo reforço à CPI da Corrupção, contra o presidente à época, Fernando Henrique Cardoso.

"Eu não tenho dúvida de que é um desrespeito à população, que passa a acreditar em uma CPI que se torna um palanque eleitoral, em busca de visibilidade, de promoção pessoal e, ao final, oferece uma grande pizza à sociedade. É tudo que o povo brasileiro não merece em um ano de eleição", afirmou ao Painel.

Ele diz ainda que, neste caso, já há ação no Ministério Público e no Tribunal de Contas da União (TCU), além de depoimentos na Comissão de Educação do Senado, o que evidencia, na sua avaliação, o objetivo eleitoreiro. "Eu não me coloco entre os vendedores de ilusão. Depois do que vimos na CPI da Covid, entendo que seria mais uma encenação à vista", completa.

Randolfe não conseguiu o apoio também de ex-integrantes da CPI da Covid. Os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Eduardo Braga (MDB-AM), que tiveram atuações destacadas na comissão, não endossaram essa tentativa.

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