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Com ida de Geraldo Jr. para oposição, Bruno deve assumir pessoalmente articulação com Câmara

Com ida de Geraldo Jr. para oposição, Bruno deve assumir pessoalmente articulação com Câmara

Por Política Livre

12/04/2022 às 10:34

Atualizado em 12/04/2022 às 11:03

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito Bruno Reis

Com a ida do presidente da Câmara Municipal, Geraldo Jr. (MDB), para a oposição, o prefeito Bruno Reis (UB) deve assumir pessoalmente a articulação política do governo municipal com o Legislativo.

Por conta da confiança que nutriam por ele e também por sua habilidade política, primeiro Neto e depois Bruno, haviam entregue de forma praticamente exclusiva o trabalho de articulação com os vereadores a Geraldo Jr.

Antes de se tornar candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo petista Jerônimo Rodrigues, ele não funcionou apenas como presidente da Casa, mas como um líder do governo municipal.

Sob a gestão de Geraldo Jr., as referências à ineficiência do trabalho do colega Paulo Magalhães Jr. (UB), que continua ocupando a posição de líder, se tornaram prosaicas.

Foi um período, desde a gestão de Neto, em que a Prefeitura, à exceção de alguns pequenos embates com o próprio Geraldo Jr., não teve problemas de relacionamento com a Câmara.

Mas aquilo que aparentava ser um poço de tranquilidade cobrou seu preço com a mudança de lado do presidente.

Sem uma liderança na Câmara atuante, o governo municipal não acompanhou de perto o movimento pela mudança no regimento que permitiria a Geraldo conquistar um terceiro mandato como presidente.

Além disso, não conseguiu detectar com antecedência a informação poderosíssima sobre o risco de que ele poderia passar a integrar a chapa adversária.

Foi, como se sabe hoje, um golpe com o qual a decisão de colocar a reeleição em pauta para o comando da Câmara estava articulado.

Por este motivo, sequer se preparou para enfrentá-lo na disputa nem para impedir a eleição, para primeiro vice-presidente, do temido vereador Carlos Muniz.

Trata-se de um parceiro de fé e de projeto que Geraldo deixará na Câmara, caso se eleja vice-governador.

Pelo contrário, não houve, no dia da votação, qualquer sinal para que a bancada governista reagisse à reeleição do presidente e da chapa que montara na qual a presença de Muniz se tornou um ponto em evidência.

Mas o pior foi que, nesse período, ninguém pensou em um vereador para sucedê-lo ou em preparar um colega para exercer, de verdade, o papel de líder governista no Legislativo.

O resultado é que Bruno vai ter agora que, além de fazer a articulação da chapa de ACM Neto (UB) ao governo, cuidar da Prefeitura e de suas relações políticas com a Câmara para não levar uma séria bola nas costas.

Tudo isso sob um cenário em que Geraldo Jr., com a ajuda ou sob a supervisão do governo estadual, não deixará de lhe fazer oposição e a Neto.

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