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Queiroga acusa Doria de 'fazer palanque' com a vacinação infantil

Queiroga acusa Doria de 'fazer palanque' com a vacinação infantil

Por Ricardo Della Coletta/Folhapress

14/01/2022 às 18:47

Atualizado em 14/01/2022 às 18:47

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress/Arquivo

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, acusou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de "fazer palanque" com o início da vacinação infantil contra Covid-19 no país.

Doria participou nesta sexta-feira (14) do começo da campanha estadual de imunização de crianças de 5 a 11 anos, no Hospital das Clínicas, na capital paulista.

O governador, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto, esteve ao lado do menino indígena Davi Seremramiwe Xavante, 8, a primeira criança vacinada contra o coronavírus no Brasil (veja aqui).

"O político João Doria subestima a população. Está com as vacinas do governo do Brasil e do povo brasileiro em mãos fazendo palanque. Acha que isso vai tirá-lo dos 3% [de intenção de voto]. Desista! Seu marketing não vai mudar a face da sua gestão. Os paulistas merecem alguém melhor", escreveu Queiroga no Twitter.

"As vacinas pediátricas chegaram ao Brasil em tempo recorde! Logo após autorização da agência reguladora a farmacêutica começou a produzir as doses e garantiu que esse era o melhor cronograma possível. O Ministério da Saúde garante que todos os pais que quiserem vacinar terão vacinas!".

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se opõe à vacinação de crianças. Além de questionar a eficácia de vacinas, ele garante que sua filha menor de idade não se imunizará.

Apesar da fala do ministro, ele foi acusado de adotar medidas para retardar o início da imunização infantil e de defender medidas que, na prática, desestimulam a vacinação.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, em 16 de dezembro do ano passado, o uso do imunizante da Pfizer no público infantil.

Dois dias depois, Queiroga afirmou que o começo da vacinação infantil no Brasil precisava de "uma análise mais aprofundada".

O ministério da Saúde abriu ainda uma consulta pública sobre o tema. A medida foi classificada por especialistas em saúde pública como "idiotice", "procrastinação", "absurdo" e "coisa da idade da pedra".

A maioria dos que participaram da consulta foi contrária à prescrição médica para a vacinação de crianças.

Queiroga havia recomendado que a imunização do público infantil ocorresse mediante apresentação de prescrição médica.

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