Membros de conselho do Iphan reagem a fala de Bolsonaro com manifesto
Por Mônica Bergamo, Folhapress
27/01/2022 às 15:10
Atualizado em 27/01/2022 às 15:10
Foto: TV Brasil no Twitter /Arquivo

Membros do conselho consultivo do patrimônio cultural do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) elaboraram um manifesto afirmando que o governo Jair Bolsonaro (PL) promove perseguição e desmonte do principal órgão de preservação do patrimônio cultural do Brasil.
Eles citam a fala do presidente em um evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em dezembro de 2021, na qual ele afirmou ter demitido diretores do Iphan depois que a instituição teria interditado uma obra do empresário Luciano Hang, um de seus principais apoiadores.
"O Iphan não dá mais dor de cabeça para a gente", disse o presidente, acrescentando que havia muitos políticos interessados nos cargos e que o instituto tem um poder de barganha "extraordinário".
"A declaração é eloquente sobre o modo como o governo vem utilizando instituições de Estado para favorecer interesses pessoais ou privados", diz o manifesto. Entre os signatários do documento estão a empresário e colecionadora de arte Angela Gutierrez e o ex-diretor da Cinemateca Carlos Augusto Calil.
Além deles, outros dez representantes da sociedade civil no conselho consultivo endossam o texto.
O grupo também enviou nesta quinta-feira (27) um requerimento à presidente do órgão, Larissa Rodrigues Peixoto Dutra, pedindo a realização de reunião extraordinária, entre os dias 7 e 16 de fevereiro, para tratar do que consideram paralisação do Iphan.
