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Presidente do CES rebate criticas de Tinoco sobre critérios para realização do Carnaval

Presidente do CES rebate criticas de Tinoco sobre critérios para realização do Carnaval

Por Redação

14/11/2021 às 10:40

Atualizado em 14/11/2021 às 10:50

Foto: Reprodução/Facebook

Marcos Antonio Almeida Sampaio, presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia

O presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES), Marcos Antonio Almeida Sampaio rebateu as declarações do vereador e presidente da Comissão Especial de Acompanhamento da Retomada dos Eventos em Salvador Claudio Tinoco (Democratas), de que as recomendações da entidade ligada à Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), sobre a realização do Carnaval 2022, “não fixa índices com valores objetivos para serem levados como referência”.

Segundo Sampaio, as recomendações do Conselho estão embasadas em critérios técnicos e não teria como objetivo vetar o evento. Causou estranheza o questionamento do presidente da comissão do carnaval Claudio Tinoco (Democratas), pois a recomendação do Conselho traz critérios técnicos e não é uma recomendação contra o carnaval. Trazemos a ideia de que precisamos ter um ambiente seguro para o evento e que garanta a segurança não só dos foliões, mas também dos turistas. Precisamos compreender que várias pessoas vêm de diversos locais do mundo e se não tivermos os indicadores em baixa não podemos fazer [o Carnaval]", ressaltou o presidente do Conselho em conversa com este Política Livre.

Ainda segundo Marcos Sampaio, é preponderante que os indicadores norteiem a viabilidade do Carnaval e que o ex-secretário de Cultura e Turismo da capital baiana se preocupe com ações que auxiliem no combate ao Covid-19. "Os indicadores hoje não descem, precisamos ter 80% ou mais da população vacinada. O vereador deveria ter se manifestado favorável ao passaporte da vacina, o vereador deveria se preocupar em aderia a campanha ou estimular a vacinação em massa. Uma campanha que pudéssemos cuidar das vidas das pessoas. Questiono ao vereador quantas vidas vão custar o carnaval? A gente tem a realidade de que todas as vezes que acontece o carnaval, logo após temos viroses, que inclusive ganham nomes de músicas", disse o conselheiro.

"O conselho estadual de saúde se coloca aberto e não colocamos indicadores fechados. acho que quem tem que dizer o momento que deva realizar ou não o carnaval é a ciência, o número de vacinados e os indicadores. O conselho não recebeu um convite do vereador para que a Comissão discutisse com a cidade. Mais de 60% das pessoas que são atendidas no período do carnaval são pessoas que abusam do álcool. Estamos abertos para discussão, mas precisamos ponderar", concluiu.

Leia também: Tinoco questiona recomendações do Conselho Estadual de Saúde para Carnaval de Salvador de 2022

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