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Mourão critica demora da sabatina de Mendonça, mas tem outro nome para STF: Thompson Flores
Mourão critica demora da sabatina de Mendonça, mas tem outro nome para STF: Thompson Flores
Por Estadão Conteúdo
13/10/2021 às 17:00
Atualizado em 13/10/2021 às 17:00
Foto: Dida Sampaio/Estadão/Arquivo

O vice-presidente Hamilton Mourão criticou nesta quarta-feira, 13, a demora do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), em pautar a sabatina do indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Na sua chegada ao Palácio do Planalto, o vice-presidente, no entanto, revelou ter outro nome para a Corte: o desembargador Thompson Flores, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). "A minha indicação o presidente não quer", disse o general a jornalistas.
Na avaliação de Mourão, Alcolumbre erra ao não pautar a indicação de Mendonça. "Acho que não está correto isso aí. Acho que o senador Alcolumbre deveria cumprir a tarefa dele como presidente da Comissão de Constituição e Justiça, botar o nome para ser votado e acabou. Se for aprovado muito bem, se não for muito bem também, é o papel do Senado, confirmar ou não a indicação do presidente da República", afirmou. Cabe ao presidente da CCJ do Senado definir a data da sabatina. A indicação aguarda encaminhamento na comissão há quase três meses.
No domingo, Bolsonaro já havia reclamado do comportamento de Alcolumbre. "(O senador) teve tudo o que foi possível durante os dois anos comigo e, de repente, ele não quer o André Mendonça", afirmou no Guarujá, onde passou o feriado prolongado. "Quem pode não querer é o plenário do Senado, não é ele... Ele pode votar contra, agora, o que ele está fazendo não se faz. A indicação é minha. Se ele quer indicar alguém para o Supremo, indica dois. Ele se candidata a presidente ano que vem e, no primeiro semestre de 2023, tem duas vagas para o Supremo".
Resistente ao perfil lava-jatista do ex-ministro da Justiça, sobretudo após seu distanciamento do governo, Alcolumbre "sentou em cima" da indicação de Mendonça, mas já sinalizou a aliados que pode marcar a sabatina nas próximas semanas. Evangélicos têm pressionado o senador a tomar uma decisão. Na segunda-feira, o pastor Silas Malafaia cobrou publicamente ministros do Centrão, como Ciro Nogueira, da Casa Civil, e Flávia Arruda, da Secretaria de Governo, a defenderem a indicação de Mendonça, escolhido por Bolsonaro por ser "terrivelmente evangélico".
Distante de Bolsonaro, Mourão afirmou nesta quarta-feira que tem um plano B para o STF, o desembargador Thompson Flores. A indicação do vice-presidente, contudo, teria sido rejeitada pelo chefe do Executivo. "O presidente tem conhecimento da competência técnica e profissional do desembargador, mas o presidente tem outras variáveis que leva em consideração nessa decisão", declarou o vice-presidente.
O general voltou a tecer críticas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que nesta semana desistiu de ouvir, mais uma vez, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e confirmou que não estará na comitiva do governo na Cúpula do Clima (COP 26) das Nações Unidas, em Glasgow, na Escócia.
Bolsonaro deixou Mourão de fora da desejada chefia da delegação brasileira na COP. A tarefa ficará a cargo do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. "Não estou previsto para ir à COP 26. Acho que nem o ministro de Relações Exteriores [Carlos França] está indo", afirmou Mourão.
