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Salles atesta que pré-candidatura de Leão não traz riscos de cisão no grupo governista

Salles atesta que pré-candidatura de Leão não traz riscos de cisão no grupo governista

Por Davi Lemos

06/08/2021 às 19:17

Atualizado em 06/08/2021 às 19:17

Foto: Divulgação / Alba / Arquivo

Deputado estadual Eduardo Salles é o líder do PP na Assembleia Legislativa

O líder do PP na Assembleia Legislativa da Bahia, Eduardo Salles, disse que o fato de o partido ter a candidatura de João Leão ao Governo do Estado em 2022 não traz riscos de ruptura no grupo que atualmente comando a Bahia. "Há possibilidade zero de ruptura dentro do grupo. PP, PSD, PT e PSB são aliados de primeira hora", salientou Salles.

O progressista citou a candidatura do senador Otto Alencar (PSD) ao governo, defendida nesta semana pelo também pessedista e senador Angelo Coronel. "Se [o PT] disser que vai dar uma cotovelada no PP, tem que dar no PSD também. Não pode dizer que é uma coisa com um e outra com outro", comparou.

Salles foi enfático e disse que, como o governador Rui Costa (PT) não pode ser candidato à reeleição, é natural que Otto, Leão e o senador Jaques Wagner pleiteiem a cabeça da chapa em 2022. Como repete insistentemente o vice-governador, é preciso que os petistas deem uma "vezinha" aos outros partidos que compõem o grupo.

O deputado estadual ponderou: ainda que os partidos lancem candidaturas distintas, isso não significaria enfraquecimento dos laços, como ele entende que não ocorreu quando as siglas do grupo lançaram candidaturas concorrentes em Salvador. "Dentro de uma regra em que Rui não pode ser mais candidato, pode ser Otto, Wagner e Leão [disputando o governo]. Pronto", apontou.

O líder do PP na Assembleia lembra ainda que o PP apostou na candidatura de Rui Costa quando o petista tinha somente 5% das intenções de voto - em recente entrevista, o vice-governador João Leão rememorou que era chamado de "louco" quando apostava, ainda naquele cenário, que Rui Costa, então candidato à sucessão de Wagner, derrotaria Paulo Souto, no pleito de 2014, ainda no primeiro turno.

Observando a conjunção de forças na oposição, ele diz que as possíveis candidaturas do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), não implicará uma ruptura definitiva no grupo. A hipótese provável é que unam-se em um provável segundo turno - o mesmo ocorreria na ala governista.

Nem a entrada ainda mais definitiva do PP no Governo Bolsonaro após a assunção de Ciro Nogueira à Casa Civil bolsonarista implicaria riscos aumentados de cisão entre PP e PT. Como já haviam mencionado tanto o deputado federal Cacá Leão quanto o vice-governador João Leão, o PP tem uma "cláusula pétrea" de independência nos estados - o que garantiu que, em 2018, mesmo tendo a senadora Ana Amélia como candidata a vice de Geraldo Alckmin, os progressistas baianos tenham votado em Fernando Haddad, do PT.

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