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Instituto cobra R$ 500 mil da Prefeitura de Madre de Deus por gestão de hospital
Instituto cobra R$ 500 mil da Prefeitura de Madre de Deus por gestão de hospital
Por Davi Lemos
11/08/2021 às 07:00
Foto: Reprodução

O Instituto Baiano para o Desenvolvimento da Saúde (IBDS) diz que a Prefeitura de Madre de Deus deve R$ 500 mil referentes à gestão do Hospital Geral de Urgência e Emergência da cidade durante três meses de serviço a partir de contratação emergencial realizada em dezembro de 2020. A Secretaria da Saúde do município não teria ainda, segundo a empresa gestora, cumprido termo de comprometimento assinado em abril deste ano no qual se comprometia a quitar os débitos com a IBDS.
O instituto ressalta que, com a falta de repasse regular de recursos pela administração pública, os médicos da unidade ameaçaram realizar uma greve geral e que, em 16 de abril, a Secretaria da Saúde do município, em reunião com profissionais e com o IBDS, se comprometeu a pagar 70% da fatura do mês de abril e, posteriormente, R$ 517 mil que restavam de dezembro e janeiro - a dívida havia chegado, segundo o IBDS, a R$ 2 milhões. A contrapartida do Instituto seria quitar os salários dos médicos e dos funcionário contratados pela CLT, o que a empresa gestora diz ter cumprido.
“Essa atitude demonstra, na verdade, que tratou-se apenas de uma manobra da pasta para evitar a greve dos médicos. Em declarações na imprensa a secretária mudou a versão do acordo para justificar o ‘calote’, mas eles sabem o que foi pactuado”, afirma o Instituto, em nota.
“Trabalhar com saúde requer seriedade de todos os entes envolvidos porque lidamos com vidas de pessoas, o bem mais precioso do ser humano. O IBDS é uma entidade sem fins lucrativos, portanto vive para pagar pessoal, fornecedores e impostos. O IBDS cumpriu com integridade sua parte do contrato com a Secretaria Municipal da Saúde de Madre de Deus", diz a nota do Instituto.
O IBDS afirma que empenhou todos os esforços para pagar os profissionais e garantir os insumos necessários para prestação dos serviços no hospital municipal e, quatro meses após findada a gestão à frente do equipamento hospitalar, ainda não recebeu cerca de R$ 517 mil da gestão municipal mesmo após assinatura do Termo de Comprometimento.
Segundo o IBDS, à assinatura do termo estavam presentes, dentre outras autoridades municipais, a secretária da pasta, Stela dos Santos Souza, representantes da assessoria jurídica e o procurador geral do Município, Manoel Guimarães Nunes. “Quando a Secretaria de Madre de Deus honrará com a parte dela? Estamos numa situação muito difícil”, diz a nota do IBDS.
Procurada por meio da assessoria de comunicação, a Prefeitura de Madre de Deus e a Secretaria da Saúde da cidade não se manifestaram até o fechamento desta matéria.
