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Estamos criando o maior open banking do mundo, diz Banco Central

Estamos criando o maior open banking do mundo, diz Banco Central

Por Larissa Garcia, Folhapress

13/08/2021 às 13:48

Atualizado em 13/08/2021 às 15:45

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo

Edifício-sede do Banco Central em Brasília

A segunda fase do open banking brasileiro tem início nesta sexta-feira (13) e, segundo o chefe do departamento de regulação do BC (Banco Central), João André Pereira, é o maior projeto de sistema financeiro aberto do mundo.

"Estamos criando o maior open banking do mundo e batendo vários recordes mundiais", afirmou em evento virtual promovido pelo BC para tirar dúvidas sobre o novo modelo.

Ao final da implementação, em uma versão mais ampliada, o sistema integrará também produtos não bancários, como seguros e previdência, e será chamado de open finance.

A segunda etapa começa com mais de 100 instituições financeiras participantes. Entre eles, apenas 11 são obrigatórios, o restante optou por integrar o projeto.

Os consumidores entrarão de forma escalonada no sistema, que inicialmente funcionará apenas em dias úteis, das 8h às 18h. Até 12 de setembro, 0,1% dos clientes bancários poderá compartilhar seus dados, o equivalente a 50 mil pessoas.

O percentual aumentará progressivamente até outubro, quando 100% das empresas e famílias poderá fazer parte do open banking.

"Batemos recordes em tempo de implementação, quantidade de chamadas [integrações entre instituições] e quantidade de participantes", ressaltou Pereira.

Segundo o BC, os clientes não podem ser cobrados para compartilhar seus dados, mas está em discussão a criação de uma tarifa entre instituições.

Para Pereira, o Brasil terá mais adesão que em outros países que já adotaram o sistema financeiro aberto, como a Inglaterra.

"O ambiente no Brasil é muito diferente, as possibilidades aqui são muito maiores. Temos um espaço grande de inclusão [financeira]. Tivemos 40 milhões incluídas com o auxílio [emergencial], essas pessoas agora tem contato com o sistema financeiro e precisam de produtos mais adequados para o seu perfil", pontuou.

Nesta fase, os clientes poderão solicitar, junto às instituições participantes do sistema, o compartilhamento de seus dados cadastrais e informações sobre transações em contas, cartão de crédito e produtos de crédito contratados.

O compartilhamento de dados só poderá ser feito com a autorização expressa do cliente e sempre para finalidades determinadas e por um prazo específico. Caso queira, o cliente também poderá cancelar essa autorização a qualquer momento e em qualquer das instituições envolvidas.

"O compartilhamento se dá sempre por iniciativa do cliente. Ele pode ir a outra instituição financeira pedir a cotação de um financiamento e autorizar que tenha acesso aos seus dados", explica o técnico do BC.

Segundo o BC, o principal benefício será a oferta de produtos e serviços mais adequados ao perfil de cada consumidor, a custos mais acessíveis e de forma mais ágil e segura.

A primeira fase começou em fevereiro com o compartilhamento de dados apenas das instituições, como endereços, telefones, produtos e serviços oferecidos.

A terceira etapa está prevista para começar em 30 de agosto e a quarta fase em 15 de dezembro.

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