CPI questionará STF como conduzir depoimento se Barros 'insistir em mentir'
Por Estadão Conteúdo
12/08/2021 às 18:20
Atualizado em 12/08/2021 às 18:20
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Arquivo

Em coletiva de imprensa após o encerramento da sessão desta quinta-feira, 12, da CPI da Covid, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que ainda há "muito mais novidades, perguntas e provas" para serem apresentadas na presença do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), que foi agora convocado a retornar à comissão.
"Nós não chegamos nem à metade das perguntas que o senador Renan tinha para fazer. Tinham muito mais novidades, perguntas e provas, a gente vai aguardar para o próximo dia, pois convocado ele já está", disse Aziz.
O encerramento da sessão ocorreu após acusação de Barros de que a CPI teria afastado empresas que tinham interesse em vender vacinas. Senadores da CPI acusaram o deputado de mentir ao dar como exemplo o encerramento da relação da fabricante chinesa de vacinas Cansino com a empresa Belcher, que a representava no Brasil.
"A convocação é para quem a CPI perde o respeito, para quem desrespeita a comissão", disse Aziz. O vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ainda afirmou que os senadores vão consultar o Supremo Tribunal Federal para decidir que medidas tomar caso Barros venha a "insistir nas mentiras" durante o novo depoimento.
