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'A luta por independência, da qual muitas mulheres fazem parte, continua até hoje', diz Ireuda Silva no 2 de Julho
'A luta por independência, da qual muitas mulheres fazem parte, continua até hoje', diz Ireuda Silva no 2 de Julho
Por Redação
02/07/2021 às 10:03
Atualizado em 02/07/2021 às 16:48
Foto: Divulgação

O 2 de Julho de 2021, aniversário da Independência da Bahia, se repete sem festa pelo segundo ano consecutivo devido à pandemia do novo coronavírus. Para a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a data merece todas as homenagens realizadas anualmente, mas ressalta o papel importante de muitas mulheres nesse processo, mas que acabaram relegadas ao apagamento da história machista.
“Várias mulheres, personagens históricas, contribuíram para a independência da Bahia, mas poucas pessoas sabem disso. Desde cedo, somos educados na escola a exaltar apenas os homens que fizeram parte dessa luta”, observa a republicana. “Penso que a luta pela independência seja contínua: esse processo continua até hoje, recebendo a contribuição de muitas mulheres, muitas delas negras, que estão atuando para conquistar mais direitos, espaço e voz”, acrescenta.
História
Várias mulheres tiveram papel de destaque no processo de Independência da Bahia. Uma delas foi Maria Felipa, marisqueira e pescadora que viveu na Ilha de Itaparica. Em 1823, ela lutou pela Independência da Bahia ao lado de Maria Quitéria e Joana Angélica. Elas lideraram um grupo de mais de 200 pessoas, entre índios tupinambás e tapuias, além de outras mulheres negras, nas batalhas contra as tropas portuguesas que atacavam a Ilha. Conta-se que o grupo foi responsável pela queima de pelo menos 40 embarcações portuguesas.
Por sua vez, Joana Angélica se destacou por sua coragem ao enfrentar os portugueses, que a mataram após ter sua entrada dificultada no Convento da Lapa. Já Maria Quitéria se vestiu como homem para participar da batalha da independência.
