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No dia da absolvição de Pazuello, Bolsonaro diz que existe punição nas Forças Armadas

No dia da absolvição de Pazuello, Bolsonaro diz que existe punição nas Forças Armadas

Por Estadão Conteúdo

03/06/2021 às 20:15

Atualizado em 03/06/2021 às 21:59

Foto: Reprodução

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, participou da live semanal do presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro usou parte da sua live semanal na internet para falar sobre punições internas das Forças Armadas. A fala acontece momentos após o Comando do Exército anunciar que o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello não cometeu “transgressão disciplinar” por ter participado de ato político no Rio de Janeiro ao lado do presidente. Bolsonaro, no entanto, não citou o nome do ex-ministro da Saúde, nem o episódio desta quinta-feira durante a transmissão.

A polêmica decisão das Forças Armadas acaba indo ao encontro da vontade do presidente, que não queria que seu aliado fosse punido. Mas também amplia o desgaste das Forças Armadas com o governo, já que a punição para o general era defendida por muitos oficiais de alta patente.

Na live, Bolsonaro contou já ter sido punido com 15 dias de prisão e afirmou que o que se espera dos julgamentos é que “aquele que vá nos julgar, nos julgue com isenção e sem pressões de mídia ou seja lá o que for”, disse.

“Punição existe nas Forças Armadas. Ninguém interfere ali na decisão. É do chefe imediato dele ou do comandante da unidade e a disciplina só existe porque nosso código disciplinar é bastante rígido”, disse Bolsonaro em um diálogo com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, que participa da live desta quinta-feira, 3. “O ônus da prova cabe a quem acusa”, disse e depois citou que já foi punido com prisão do Exército.

Bolsonaro manifestou de diferentes formas seu descontentamento quanto à possibilidade de punição a Pazuello. A primeira blindagem do presidente foi o veto à divulgação de uma nota que o Exército publicaria para comunicar a instauração do procedimento disciplinar contra Pazuello. Dias depois, Bolsonaro anteciparia as alegações de defesa de Pazuello, dizendo em uma live nas redes sociais que o ato no Rio não teve viés político. Na última terça-feira, ele decidiu nomear Pazuello para um novo cargo político de assessoramento, vinculado a seu gabinete, o de secretário de Estudos Estratégicos, abrigando-o no Palácio do Planalto e afastando-o do Exército.

Na live, o presidente disse que pretende comparecer ao encontro de motociclistas na cidade de São Paulo, onde disse esperar um número maior de participantes do que o ato no Rio de Janeiro. O presidente voltou a afirmar que o evento não é político. “Primeiro encontro de motociclistas com o presidente Jair Bolsonaro pela liberdade e apoio ao presidente Jair Bolsonaro, alguma coisa política nisso? Tinha alguma bandeira vermelha lá?”, afirmou “Tinha alguma bandeira de partido político? Nada, foi um encontro de motociclistas como vai acontecer agora”, declarou.

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