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Ministro da Saúde diz que vacinação dos atletas não será obrigatória para a Copa América

Ministro da Saúde diz que vacinação dos atletas não será obrigatória para a Copa América

Por Estadão Conteúdo

07/06/2021 às 22:00

Atualizado em 07/06/2021 às 22:00

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a vacinação contra a covid-19 das comitivas que disputarão a Copa América no Brasil não será obrigatória. A competição começa no próximo domingo.

"Exigir-se a vacinação ou vacinar os atletas neste momento não traria imunidade até o início da competição", afirmou Queiroga, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira.

O ministro citou outros exemplos de competições que têm acontecido sem a exigência de vacinação, como o Campeonato Brasileiro. Segundo Queiroga, outros eventos internacionais que, em contrapartida, exigiram a imunização dos participantes, como é o caso dos Jogos Olímpicos, não podem ser usados para comparação, uma vez que reúnem número maior de participantes, de todo o mundo, em uma única vila de atletas.

"Não será uma imposição a questão da vacina. Os que estiverem vacinados melhor, mas não se fará um esforço maior para se vacinar estes atletas agora, até porque a vacina poderia causar algum tipo de reação e isso poderia comprometer o ritmo competitivo dos jogadores", disse o ministro da Saúde.

Segundo informou o coordenador operacional da competição, André Pedrinelli, os jogadores e comissão técnica de todos os países participantes farão um teste diagnóstico para a Covid-19 a cada 48h.

Para o ministro da Saúde, sobre os encontros de torcidas vistos durante o Campeonato Brasileiro, as aglomerações acontecem independentemente da realização de partidas de futebol. Queiroga reforçou que “não há motivo sanitário para vedar a realização da Copa América no Brasil”. “Pode torcer na sua casa. Se vai fazer festa em casa, a consciência é de cada um. Nós não recomendamos isso. Não é essa Copa América que vai fazer isso aumentar ou diminuir. Não é, nós sabemos”, afirmou.

“Acho que (a Copa América) ser aqui no Brasil - sem fazer considerações aos sistemas sanitários dos outros países - oferece garantia aos nossos atletas de que teremos uma segurança sanitária adequada”, afirmou. A realização do evento esportivo em território brasileiro acontece após a recusa de Colômbia e Argentina em sediá-lo.

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