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Deputada realiza audiência pública para debater piso salarial de fisioterapeutas, farmacêuticos e terapeutas ocupacionais

Deputada realiza audiência pública para debater piso salarial de fisioterapeutas, farmacêuticos e terapeutas ocupacionais

Por Redação

30/06/2021 às 17:31

Atualizado em 30/06/2021 às 17:31

Foto: Reprodução

Audiência pública virtual

A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) realizou nesta quarta-feira (30) uma audiência pública para debater o piso salarial de fisioterapeutas, farmacêuticos e terapeutas ocupacionais. A atividade virtual, uma reivindicação das categorias, contou com um número expressivo de profissionais das três áreas e de parlamentares.

Durante pronunciamento de abertura, Olívia reafirmou o compromisso com a causa e destacou a importância de toda a bancada baiana se comprometer com a pauta, que envolve profissionais que estão na linha de frente da pandemia e precisam ter um piso salarial e direitos respeitados.

O senador Angelo Coronel (PSD) participou da atividade e ressaltou que vai "trabalhar para que os projeto, que são tão importantes para as categorias, sejam aprovados". As propostas preveem pontos como o pagamento de horas extras, adicionais noturno e de insalubridade, remuneração mínima e condições dignas de trabalho.

"Esse momento é histórico para a nossa categoria. Hoje somos mais de 17 mil profissionais em todo o estado da Bahia. Infelizmente, a pandemia vem exigindo muito mais da nossa profissão e a sensibilidade para essa pauta é mais que necessária. Vocês estão trazendo voz ao nosso movimento e contribuindo na luta por benefícios", destacou o presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas, Gláucio Roberto Santana de Jesus.

Na ocasião, o deputado federal Jorge Sola (PT) lembrou o momento difícil que o Brasil enfrenta. "De um lado, a pandemia ceifando vidas, inclusive de profissionais de saúde. Do outro, um processo de destruição das políticas públicas mais importantes para a nossa população. Não basta bater palmas para os trabalhadores da saúde, temos que materializar isso em medidas concretas. Neste momento, a medida mais importante para a saúde pública é a entrega do pedido de impeachment do presidente Bolsonaro", afirmou o deputado.

Presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 7ª Região (Crefito-7), Gustavo Vieira frisou a necessidade de aprofundar o debate sobre questões essenciais para a sociedade. "Eu sinto na pele a precarização que está sendo imposta pelos donos do capital. As empresas estão se aproveitando deste momento de falta de mobilização social. As entidades filantrópicas estão retirando os direitos de trabalhadores e trabalhadoras. Nós, trabalhadores da área da saúde, estamos adoecendo física e mentalmente. A conta da pandemia ainda vai chegar. Precisamos botar em pauta a segurança e a qualidade da assistência", declarou.

Também presente no evento, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), farmacêutica de profissão, lembrou que a discussão sobre quem trabalha para salvar vidas é mais que fundamental. "É preciso garantir remuneração digna para esses profissionais. Vamos à luta! É a mobilização que garante que as questões andem".

O diretor executivo da Federação das Associações de Moradores do Estado da Bahia, Marcos Lessa, reforçou a relevância do esforço pela valorização dos profissionais da saúde na Bahia.

O diretor do Sindicato dos Farmacêuticos da Bahia, Clóvis Reis, por sua vez, destacou a luta da entidade para garantir os direitos da categoria. "Os projetos de lei que pautam essa remuneração mínima são importantes e somam à nossa luta pelos direitos desses profissionais indispensáveis na área de saúde. A aprovação das propostas representará um ganho para toda a sociedade brasileira”.

A deputada estadual Fátima Nunes (PT) ratificou a relevância da união das categorias e da confiança nos parlamentares que também participam dessa trajetória de resistência e luta.

Isabela Conde, representante dos profissionais de fisioterapia, contou que a categoria foi surpreendida com redução salarial, sem qualquer aviso prévio. “O mínimo que queremos é dignidade. Estamos nos mobilizando, pois as coisas só mudam dessa forma. Está na hora de tratarmos a questão de saúde com respeito”.

"Fechamos a audiência com a proposta de formação de uma comissão da Assembleia Legislativa da Bahia, com o intuito de acompanhar as negociações de trabalhadores e trabalhadoras dessas áreas, para que a população não venha a sofrer os impactos das decisões patronais", finalizou Olívia.

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