Vacina da Pfizer reduz em 86% infecções assintomáticas, diz estudo em Israel
Por Folhapress
08/05/2021 às 14:20
Foto: Divulgação

A vacina produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer com o laboratório alemão BioNTech apresentou uma das taxas de eficácias mais altas no estudo clínico de fase 3: 95% contra casos de Covid-19 sintomáticos.
O imunizante chegou ao país na última semana e houve uma corrida nas Unidades Básicas de Saúde da capital do estado de São Paulo para recebê-lo, o que levou muitos estabelecimentos a colocarem placas informando que não tinham a tal vacina naquele posto. Dentre o motivo principal que levava os paulistanos a buscar uma dose da Pfizer estava a taxa elevada de eficácia.
Agora, mais de cinco meses após o início de programas de vacinação em massa em diversos países, dados sobre a efetividade do imunizante, isto é, sua eficácia na vida real (e não nas condições ideais de um ensaio clínico) confirmam essa alta proteção e dão ainda mais uma esperança para o fim da pandemia: a proteção contra casos assintomáticos da doença.
De acordo com um estudo conduzido em Israel, a vacina da Pfizer reduz em 86% as infecções assintomáticas. A proteção contra infecções sintomáticas é ainda mais alta do que a encontrada nos testes finais, de 97%.
Os dados do estudo foram publicados na última quinta-feira (6) na revista científica Jama (Journal of the American Medical Association).
