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Gabas diz que pedidos para ouvir governadores por contrato com Hempcare é “cortina de fumaça”
Gabas diz que pedidos para ouvir governadores por contrato com Hempcare é “cortina de fumaça”
Por Davi Lemos
20/05/2021 às 20:02
Atualizado em 20/05/2021 às 20:02
Foto: Reprodução

Em entrevista à Revista Forum realizada nesta quinta-feira (20), o secretário executivo do Consórcio do Nordeste, Carlos Gabas, disse que a tática de senadores da base de sustentação do presidente Jair Bolsonaro que, na CPI da Covid-19, querem levar para os debates a compra de respiradores que foram pagos, mas não foram entregues pela empresa Hempcare, é uma tentativa de criar uma “cortina de fumaça”. Segundo ele, a estratégia serve para que o governo federal não precise explicar as mais de 400 mil mortes no Brasil em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus.
Gabas relatou à revista que a Organização Panamericana de Saúde (Opas) não tinha lista de fornecedores de respiradores e que, então, os integrantes do Consórcio tentaram outros caminhos, procurando embaixadas como as da China, Alemanha e Índia, porém sem sucesso. Neste cenário, Gabas disse à revista que o Consórcio resolveu organizar uma compra centralizada no Governo da Bahia. “Nós assinamos um convênio com o governo do estado da Bahia, pois o Rui (Costa, governador da Bahia) havia dito que o governo da Bahia tinha estrutura pra fazer a compra. Então nós firmamos o convênio com o governo da Bahia, para que operacionalizasse essa compra e assim foi feito”, revela Gabas à publicação.
O secretário executivo do Consórcio Nordeste disse que, após a não entrega dos equipamentos e a descoberta de que a Hempcare vendeu o que não tinha, o governador Rui Costa decidiu denunciar a empresa. O Consórcio pagou 48,7 milhões por 300 respiradores, mas que, por alegada má fé da contratada, jamais chegaram – o valor pago pela compra dos equipamentos também não foi devolvido.
