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Para constranger Neto, turma de Bolsonaro pensa em chapa com Leão ao governo em jogo combinado com Wagner

Para constranger Neto, turma de Bolsonaro pensa em chapa com Leão ao governo em jogo combinado com Wagner

Por Política Livre

16/04/2021 às 10:25

Atualizado em 16/04/2021 às 10:25

Foto: Divulgação/Arquivo

João Leão, que teria como vice Raíssa Soares, disputaria o governo em jogo combinado com Jaques Wagner

Preocupados com a dificuldade de um entendimento entre ele e o ex-prefeito ACM Neto (DEM) para 2022 na Bahia, aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passaram a pensar num cenário mais ousado para eventualmente dar sustentação à sua candidatura à reeleição no Estado.

Uma das ideias sobre as quais se debruçaram recentemente implicaria uma aproximação, por Brasília, com o vice-governador da Bahia, João Leão (PP), para a qual pode contribuir um entendimento entre o presidente nacional da legenda, o senador Ciro Nogueira (PI), e sua contraparte no Republicanos, o deputado Marcos Palmeira (SP).

Eles se encarregariam de criar as condições para montar uma chapa ao governo da Bahia no ano que vem da qual Leão assumiria a cabeça, tendo como vice a secretária municipal de Saúde em Porto Seguro, Raíssa Soares, e um candidato ao Senado ainda não definido que poderia ser indicado pelo Republicanos.

No Estado, a composição seria, naturalmente, regida pelo ministro da Cidadania, João Roma, cujo esgarçamento da relação com Neto parece a cada dia mais profundo, apontando para um quadro que aliados de ambos consideram de provável irreversibilidade.

A cereja do bolo é que a articulação não exigiria um afastamento de Leão do PT baiano, cujo plano é lançar o senador Jaques Wagner candidato a governador. Mas poderia ser executada com pleno entendimento entre ambos.

Ou seja, Leão saira candidato em jogo combinado com o próprio Wagner com o único objetivo de enfraquecer Neto, cujo eleitorado os cabeças da ideia imaginam que disputaria, permitindo, a depender do grau do acerto, que Rui Costa renunciasse ao governo para disputar o Senado.

Para o plano, a dia de hoje considerado pelos próprios mentores da ideia um tanto quanto mirabolante mas não impossível, eles chamariam, inclusive, o PSL e o MDB, partidos que fecharam recentemente uma aliança com o objetivo de se posicionar melhor frente ao grupo do ex-prefeito e o governo.

A discussão que se desenvolve em Brasília e na Bahia sobre o projeto não leva em conta outros nomes, bolsonaristas entre eles, que vêm tentando se colocar na disputa para representar o presidente da República em 2022, mas cujos planos são considerados por demais pueris.

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