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Rio e Niterói anunciam fechamento de comércio não essencial por ao menos 10 dias
Rio e Niterói anunciam fechamento de comércio não essencial por ao menos 10 dias
Por Estadão Conteúdo
22/03/2021 às 19:30
Atualizado em 22/03/2021 às 19:30
Foto: Wilton Júnior/Estadão

As prefeituras do Rio e de Niterói anunciaram em conjunto, nesta segunda-feira, 22, que as cidades fecharão todos os serviços não essenciais por dez dias, a partir de 26 de março até 4 de abril. O novo decreto, orientado pelos comitês científicos desses dois municípios, tem como objetivo frear o avanço da Covid-19.
O decreto a ser publicado pelos dois municípios determina o fechamento de bares, restaurantes, academias, shoppings, clubes, boates e salões de beleza, quiosques e parques de diversão, além de todos os comércios que não sejam essenciais. Continuam permitidos supermercados, farmácias, transportes, serviços médicos, serviços funerários, pet shop, lojas de material de construção e comércio atacadista.
Mais cedo, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), externou uma insatisfação que vinha alimentando nos últimos dias contra o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC). Ao compartilhar no Twitter uma matéria jornalística na qual Castro afirma que municípios ficarão proibidos de fechar bares e restaurantes durante o “superferiado”, Paes foi irônico e alegou que ele não entendeu o objetivo das medidas de isolamento para combate à Covid-19. “CastroFolia! A micareta do governador! Definitivamente ele não entendeu nada do objetivo de certas medidas”.
O Estado determinou que vai adotar um feriado de dez dias a partir da próxima sexta, 26. No entanto, Castro não quer novas restrições de circulação com as de prefeitos da região metropolitana como Rio e Niterói. A discordância entre Castro e Paes já vinha crescendo nos últimos dias. Em reunião neste domingo, eles chegaram a conversar em tom ríspido, dada a dificuldade de se buscar um consenso.
Em entrevista na última sexta-feira, Castro deu sinais claros de que está alinhado com o bolsonarismo. Ele tenta se equilibrar entre um discurso de que segue “a técnica” e a lealdade ao presidente Jair Bolsonaro, crítico ferrenho das medidas de isolamento.
