Ex-presidente da OAB-BA aponta omissão da entidade
Por Redação
23/03/2021 às 16:11
Atualizado em 23/03/2021 às 16:11
Foto: Divulgação

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção Bahia, na gestão de 2004 a 2006, Dinailton Oliveira reagiu ao que classificou como “silêncio estarrecedor” da diretoria da entidade, frisando que essa postura tem deixado a categoria em situação ainda mais angustiante durante a pandemia da Covid-19. “Essa insensibilidade, indiferença, omissão, covardia e frieza ao sofrimento da maioria dos advogados baianos, é tão absurda, que, ao executar alguma ação, essa é para prejudicar a grande maioria dos advogados, a exemplo do pedido de suspensão dos prazos judiciais junto ao TJ-BA e TRT, dos processos físicos e eletrônicos”, denunciou.
Segundo Dinailton Oliveira essa “insensibilidade” da diretoria OAB-BA vem agravando as dificuldades vivenciadas pela maioria dos advogados baianos ao longo da pandemia. “Nenhuma ação efetiva foi adotada em favor da advocacia, num silêncio estarrecedor e incompreensível por parte de quem tem o dever e obrigação de desenvolver ações que amenizem as dificuldades geradas pela falta de andamento normal nos processos que tramitam no Judiciário Baiano, já combalido por escândalos de corrupção”, comentou o advogado.
Ele observa que no estado cerca de 60 mil advogados estão enfrentando sérias limitações, muitos chegando a se desfazer de escritórios, imóveis e outros bens, dependendo até de empréstimos para o sustento da família.
“Muitos profissionais estão trabalhando remotamente, com êxito, mas a Justiça não avança. Em lugar de defender a suspensão dos prazos judiciais a OAB-BA deveria estar atuando para valorizar a categoria em toda a Bahia, a exemplo do que temos visto em outros estados onde os processos estão andando, como é o caso de Sergipe. O Judiciário já é lento e com essa postura estamos praticamente parados”, argumentou Dinailton Oliveira.
