/

Home

/

Noticias

/

Brasil

/

Aras diz ao Supremo que apura se Pazuello cometeu falsidade ideológica e fraude em plano de vacinação contra a covid-19

Aras diz ao Supremo que apura se Pazuello cometeu falsidade ideológica e fraude em plano de vacinação contra a covid-19

Por Estadão Conteúdo

05/03/2021 às 11:51

Atualizado em 05/03/2021 às 11:51

Foto: Isac Nóbrega/PR

Augusto Aras

O procurador-geral da República Augusto Aras informou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, que apura se o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cometeu falsidade ideológica e fraude processual quando encaminhou o plano nacional de vacinação contra a covid-19 à corte máxima em dezembro. Os supostos crimes estariam relacionados à nota em que um grupo de 36 especialistas listados no documento alegou não ter lido e nem dado ‘anuência’ ao plano.

A informação foi encaminhada a Fachin na noite desta quinta, 4, no âmbito de uma notícia-crime apresentada ao STF pela deputada federal Natália Bonavides. A parlamentar alegou que Pazuello prestou ‘informações inverídicas’ à corte.

Aras disse a Fachin que já tramita na procuradoria-geral da República uma notícia de fato destinada à ‘averiguação preliminar’ do caso e pediu o arquivamento da petição de Bonavides. “Eventual surgimento de indícios razoáveis de prática criminosa pela autoridade noticiada ensejará, pois, a adoção das providências necessárias à persecução penal”, registrou o PGR.

O plano de imunização que está relacionado à apuração aberta por Aras foi entregue ao Supremo no dia 11 de dezembro, às vésperas do julgamento que iria discutir a obrigatoriedade da vacina e a apresentação, por parte do Palácio do Planalto, de um plano contra a doença.

Horas depois, 36 especialistas do grupo técnico do eixo epidemiológico do comitê que assessorou o Ministério da Saúde na elaboração do plano divulgaram nota afirmando não terem sido consultados sobre a versão final do texto. “Nos causou surpresa e estranheza que o documento no qual constam os nomes dos pesquisadores deste grupo técnico não nos foi apresentado anteriormente e não obteve nossa anuência”, registraram.

Após o pronunciamento dos pesquisadores, o ministério da Saúde rebateu as críticas alegando que os profissionais indicados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) atuaram como “convidados especiais” nos debates sobre o plano de vacinação contra a covid-19. Segundo a pasta, o papel dos especialistas era de “cunho opinativo e sem qualquer poder de decisão” sobre o plano apresentado ontem.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.