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Vexame: Tribunal de Justiça da Bahia é tema de editorial da Folha por causa da Faroeste

Vexame: Tribunal de Justiça da Bahia é tema de editorial da Folha por causa da Faroeste

Por Política Livre

22/02/2021 às 10:46

Atualizado em 22/02/2021 às 11:44

Foto: Divulgação/Arquivo

Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia, alvo da mais importante operação já realizada no Judiciário brasileiro

Fato inédito , mas não de todo surpreendente dado o descalabro de uma situação que permanece ainda sendo desvendada, o Tribunal de Justiça da Bahia foi objeto de um editorial da Folha de S. Paulo em  sua edição de hoje. O respeitado jornal não aborda, entretanto, nenhum feito importante para a sociedade do qual o Judiciário baiano tenha sido o autor ou no qual tenha tomado parte.

Está ali, pelo contrário, registrado em detalhes, o importante trabalho que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, junto com o Superior Tribunal de Justiça, tem realizado no sentido de desvendar um esquema de venda de sentenças judiciais por meio da Operação Faroeste, como ressalta a Folha, a mais importante iniciativa contra a corrupção na Justiça já realizada no país.

Tal crédito, lamentável, não deixa de impor um vexame à mais alta Corte da Justiça baiana, de onde alguns de seus membros que não honram o valor da própria atividade utilizaram da influência e do poder para interferir de forma criminosa numa disputa de terras no Oeste afim de obter ganhos ilícitos e outras benesses, a se confirmarem as denúncias feitas pelo MPF.

O editorial, opinião formal de um veículo de comunicação, se segue a uma reportagem exclusiva publicada na edição de domingo do jornal em torno da figura de um falso cônsul ao qual todo este específico esquema ilícito no Judiciário baiano envolvendo a região parece ligado, ele mesmo preso, junto com a mulher, e quatro desembagadoras - uma das quais em domicílio.

Muito oportunamente, referências são feitas à teia que envolvia o esquema em setores do executivo e a outros magistrados também afastados ou presos. Considerada a Lava Jato baiana, dada a extensão dos tentáculos dos investigados e os valores movimentados pela quadrilha, a Faroeste representa um corte no padrão histórico de impunidade do Judiciário, o mais fechado dos poderes da República.

Era de se esperar que, que antes mesmo de sua conclusão, com a punição devida a todos aqueles considerados culpados, já tivesse sido aberta uma discussão aqui na Bahia, inclusive, com o intuito de melhorar a transparência do Judiciário estadual, sem prejuízo de uma avaliação sincera sobre a ineficiência do Conselho Nacional de Justiça para aperfeiçoar o sistema de Justiça como um todo no país.

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