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Ao lado de Bolsonaro, Fux critica discurso negacionista e diz que ciência vencerá obscurantismo na pandemia
Ao lado de Bolsonaro, Fux critica discurso negacionista e diz que ciência vencerá obscurantismo na pandemia
Por Folhapress
01/02/2021 às 11:21
Atualizado em 01/02/2021 às 11:21
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Na abertura do ano Judiciário nesta segunda-feira (1), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, afirmou que a corte tomou decisões corretas no “caos insondável” da pandemia da Covid-19.
Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que participou da solenidade, Fux também ressaltou que a ciência vencerá o coronavírus e que a “racionalidade vencerá o obscurantismo”.
Além disso, o ministro criticou o discurso do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), desembargador Eduardo Contar, que minimizou a pandemia ao tomar posse no comando do tribunal estadual. O discurso foi compartilhado por Bolsonaro nas redes sociais.
“Confesso que fiquei estarrecido com o pronunciamento de um presidente de tribunal de Justiça minimizando as dores desse flagelo”, afirmou Fux.
Ao tomar posse no tribunal estadual, o magistrado afirmou que servidores públicos devem retornar ao trabalho, “pondo fim à esquizofrenia e à palhaçada midiática fúnebre”, além de ter pregado “o desprezo ao picareta da ocasião que afirma ‘fiquem em casa’”, em referência ao isolamento social.
O presidente do Supremo defendeu que não se deve dar “ouvidos às vozes isoladas, algumas inclusive no âmbito do Poder Judiciário, que abusam da liberdade de expressão para propagar ódio, desprezo às vítimas e negacionismo científico”.
Segundo o magistrado, é tempo valorizar “as vozes ponderadas”.
Além do chefe do Executivo, também estiveram presencialmente na solenidade quatro ministros do Supremo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não esteve na cerimônia nem participou virtualmente.
Os demais integrantes do Supremo e o procurador-geral da República, Augusto Aras, participaram por meio virtual.
Primeiro a discursar, Fux defendeu a atuação do Supremo na pandemia.
“No auge da conjuntura crítica, o STF, em sua feição colegiada, operou escolhas corretas e prudentes para a preservação da Constituição e da democracia, impondo a responsabilidade da tutela da saúde e da sociedade a todos os entes federativos, em prol da proteção do cidadão brasileiro”, disse.
Segundo o magistrado, nesse período foram priorizados julgamentos relativos à Covid-19.
“Privilegiamos na pauta casos de direta repercussão para o enfrentamento da pandemia, adaptando a agenda de julgamento da Corte para pacificarmos conflitos urgentes e garantirmos um mínimo de segurança jurídica e coordenação social nesse caos insondável”.
