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'Querem me tachar de genocida', diz Bolsonaro a apoiadores

'Querem me tachar de genocida', diz Bolsonaro a apoiadores

Por Folhapress

07/01/2021 às 17:01

Atualizado em 07/01/2021 às 17:01

Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro

Com o Brasil prestes a alcançar a marca de 200 mil mortes por causa da pandemia de Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rejeitou o título de genocida durante conversa com apoiadores nesta quinta-feira (7), no Palácio da Alvorada.

"Querem me tachar de genocida. Quem que eu matei? Muito pelo contrário. Eu, com as minhas medidas, sugeri tratamento precoce. Evitamos muitas mortes", disse Bolsonaro. "Nós salvamos vidas com este tratamento precoce", afirmou.

As declarações foram gravadas e transmitidas por um canal bolsonarista na internet que tem autorização do governo para ficar junto com os apoiadores no cercadinho montado no jardim do Palácio da Alvorada.

Apesar de o Brasil ainda não ter começado uma campanha de imunização, como já ocorre em outros países, Bolsonaro responsabilizou a imprensa pela situação.

"A imprensa não tem o que fazer, daí fica 'falta seringa, incompetência'. Queria que eu comprasse superfaturado para ser tachado agora de corrupto", disse Bolsonaro.

"Agora estão dizendo que vai faltar seringa, como nós estamos segurando para Covid, vai faltar seringa para outras doenças. São canalhas", afirmou o presidente da República.

Ao longo da conversa com sua militância, Bolsonaro fez considerações contrárias a vacinas, menos de 24 horas depois de ele mesmo ter assinado uma MP (medida provisória) que permite a compra de imunizantes sem licitação e antes do registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"A vacina, se é emergencial, ela não tem segurança ainda. Ninguém pode obrigar ninguém a tomar algo se não tem certeza das consequências", disse Bolsonaro. "O Brasil é um dos países que mais produzem seringas. Não vai ter falta de seringa."

Bolsonaro também disse que menos da metade da população brasileira pretende tomar vacina, informação que ele afirmou ter obtido nas aglomerações que promoveu nos últimos dias durante o recesso que passou no litoral de Santa Catarina e São Paulo.

"E outra: alguém sabe quantos por cento da população vai tomar vacina? Pelo que eu sei, menos da metade da população, pelo que eu sei. E esta pesquisa que eu faço, faço na praia, faço na rua, faço em tudo quanto é lugar", afirmou.

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