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Carballal questiona mandato coletivo como forma de ampliação da representação política

Carballal questiona mandato coletivo como forma de ampliação da representação política

Por Redação

06/01/2021 às 12:39

Atualizado em 06/01/2021 às 13:05

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereador Henrique Carballal

O vereador Henrique Carballal (PDT) questionou hoje a idéia do mandato coletivo como forma de aprofundamento e melhoria da representação política e popular no Parlamento.

Referindo-se à experiência do coletivo "Pretas por Salvador", em que uma vereadora eleita pelo PSOL, Laina Crisóstomo, compartilha com outras duas lideranças o mandato na Câmara Municipal, Carballal chamou a atenção para o risco de a iniciativa, ao invés de aperfeiçoar a instituição política, sabotá-la.

"Todo mandato representa uma coletividade numa democracia representativa, uma desdobramento da democracia direta praticada na Grécia que o mundo moderno e os amantes desse sistema de governo precisam defender e preservar", afirmou o vereador, que é professor e tem formação acadêmica em História.

Ele disse não ver sentido em que as três representantes do coletivo falem no plenário e circulem pela Câmara como se fossem todas vereadoras, porque, na prática, a apenas uma foi outorgado, pelas urnas, o mandato, que Carballal vê como consagração da vontade popular.

"Quem tem assento no plenário é Laina, que foi eleita. E ela não representa apenas as outras duas, mas muito mais mulheres, eu suponho", declarou o vereador, acrescentando que não contesta o modelo porque tenha nada contra as lideranças nem seu desejo de ampliação da participação política.

"Quero apenas abrir uma discussão que considero importante para a sociedade neste momento. É preciso deixar claro que a quebra da institucionalidade interessa mais aos inimigos da democracia do que aos que fazem o discurso fácil de representação popular ampliada", declarou.

Ele chama a atenção, inclusive, para o risco de políticos fichas-suja se utilizarem do expediente para tentar driblar as restrições que a legislação eleitoral cria para que exerçam mandatos. "Por essa lógica, é só um deles dizer que tem um mandato coletivo para voltar a ter acesso ao Parlamento", alertou.

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