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'Redução do auxílio emergencial para R$ 300 colabora com aumento da miséria no país', avalia Luciano Araújo
'Redução do auxílio emergencial para R$ 300 colabora com aumento da miséria no país', avalia Luciano Araújo
Por Redação
11/12/2020 às 19:15
Atualizado em 11/12/2020 às 19:15
Foto: Divulgação

Na avaliação do presidente estadual do Solidariedade, Luciano Araújo, a redução do valor pago aos beneficiários do auxílio emergencial, de R$ 600 para R$ 300, no mês de dezembro, contribui para o aumento da pobreza e miséria no país.
Segundo o IBGE, no ano passado, 13 milhões de brasileiros estavam vivendo na extrema pobreza. Outros 52 milhões, no limite da pobreza. "A pandemia da Covid-19 agravou muito essa situação", alertou Araújo. "O número de pessoas vivendo em situação de pobreza aumentou em mais de 8,6 milhões, na passagem de agosto para setembro passado, enquanto a população em situação de miséria avançou em mais de quatro milhões, conforme dados do PnadCovid19, do mês de outubro", disse Araújo.
Para o presidente do Solidariedade BA, o país sofreu uma das suas piores crises neste ano de 2020, afetando, principalmente, os mais pobres. "Por essa razão, a redução nos valores do auxílio é inadmissível", frisou. "Além de contribuir com o aumento das desigualdades sociais, a redução dos valores vai promover a desaceleração da economia, num momento em que necessitamos tanto de políticas que contribuam com a geração de renda".
Araújo teme que o cenário para janeiro será ainda mais desfavorável, já que não existe previsão de prorrogação do pagamento do auxílio para o ano de 2021. " Isso significa que milhões de brasileiros não terão nenhuma fonte de renda para sobrevivência".
