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Mourão diz que prisão de Crivella não afeta governo: ‘Nada a ver com a gente’

Mourão diz que prisão de Crivella não afeta governo: ‘Nada a ver com a gente’

Por Estadão Conteúdo

22/12/2020 às 17:55

Atualizado em 22/12/2020 às 17:55

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O vice-presidente Hamilton Mourão

Após a prisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), na manhã desta terça-feira, 22, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o episódio não reflete em desgaste para o governo federal. Em conversa com jornalistas, Mourão afirmou que a prisão de Crivella não tem “nada a ver” com o governo, mesmo que o prefeito tenha sido apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro nas eleições municipais.

Crivella foi preso em operação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Civil. Ele é acusado de participação em um esquema de corrupção na prefeitura do Rio envolvendo o pagamento de propina. Crivella já tinha sido alvo de busca e apreensão em setembro e agora foi preso preventivamente.

“Isso aí é questão policial, segue o baile, investigação e acabou”, afirmou Mourão. “Para o governo não tem impacto nenhum. Tem nada a ver com a gente. Sem impacto, zero impacto”, reforçou. Questionado sobre o apoio de Bolsonaro a Crivella nas eleições, Mourão afirmou mais uma vez que não há relação entre isso e um possível reflexo na imagem do governo. “Isso aí, a gente apoia tanta candidatura aí. Não tem nada a ver”, disse.

Crivella concorreu à reeleição no Rio, mas foi derrotado no segundo turno por Eduardo Paes (DEM). O atual prefeito recebeu o apoio de Bolsonaro durante a disputa, mas o chefe do Executivo evitou se envolver diretamente no pleito ou aparecer em agendas públicas com o candidato. Em sinalização positiva ao candidato eleito, na semana passada, Bolsonaro recebeu Paes no Planalto para tratar sobre projetos de infraestrutura no Rio e sobre a vacinação contra a covid-19.

Vacinas contra Covid-19

Nesta terça, Mourão também afirmou que espera o início da vacinação contra a covid-19 em fevereiro. “Temos que aguardar as compras das vacinas que devem ser feitas. São dois aspectos, primeiro comprar e distribuir em todo o território nacional e a partir daí começar (a imunização)”, disse.

Ele citou o prazo de cinco dias para distribuir o imunizante em todo o País, depois de comprada e estocada a vacina. “Acredito que talvez em fevereiro, se Deus quiser, a gente consegue estar vacinando”.

O vice-presidente também comentou sobre restrições a voos vindos do Reino Unido, que registra casos de uma nova cepa mais contagiosa do vírus. “Para chegar aqui no Brasil tem que estar testado. É a única restrição”, destacou Mourão. Como o Estadão mostrou, até o momento o Brasil, ao contrário de países europeus, não planeja restringir ou suspender voos vindos do Reino Unidos.

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