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Estados temem desorganização e 'turismo da vacina' com anúncio feito por Doria
Estados temem desorganização e 'turismo da vacina' com anúncio feito por Doria
Por Painel/Folha de S.Paulo
04/12/2020 às 06:48
Atualizado em 04/12/2020 às 06:48
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O anúncio de João Doria (PSDB) de que pretende iniciar a vacinação em janeiro, antes do governo federal, alarmou os demais governadores e lideranças no Congresso. O risco é que o descompasso gere uma corrida desorganizada, estimulando pessoas a viajarem a São Paulo atrás das doses. Secretários estaduais de saúde pretendem aumentar a pressão para que Eduardo Pazuello (Saúde) se comprometa em comprar e aplicar no resto do país a vacina que estiver pronta primeiro.
“A pressão popular vai fazer com que a Anvisa e o Ministério da Saúde autorizem a Coronavac [vacina chinesa]. Bolsonaro vai ter que rever sua estratégia, senão haverá desgaste em sua popularidade”, diz a senadora Simone Tebet (MDB-MS).
Os governadores também pedem correção de rota. “Será importante adquirir todas as vacinas que forem aprovadas no Brasil”, diz Renato Casagrande (PSB-ES).
Para Wellington Dias (PT-PI), a primeira dose da vacinação tem de ser concluída no primeiro semestre de 2021, para que a economia do país possa voltar à normalidade. “Por isto a necessidade de múltiplas vacinas”, afirma.
