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Mercado e parlamentares veem Guedes como 'trapalhão' e com dificuldade de avançar com reformas
Mercado e parlamentares veem Guedes como 'trapalhão' e com dificuldade de avançar com reformas
Por Folha de S.Paulo
05/10/2020 às 06:51
Atualizado em 05/10/2020 às 06:51
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Paulo Guedes (Economia) perdeu pontos tanto entre investidores do mercado financeiro quanto entre parlamentares na última semana.
Enquanto o primeiro grupo passou a enxergar maior fragilidade do ministro e dificuldade em avançar em temas importantes para dar sobrevida ao teto de gastos, como a PEC emergencial, congressistas usaram termos como “trapalhão” e “bêbado na ladeira” para descrever como ele lidou com as divergências políticas em público.
A saída do ministro não está nas contas de investidores, mas a alta do dólar e dos juros também refletiu um sentimento de que, mesmo que fique no governo, Paulo Guedes pode não conseguir entregar as reformas. Ainda não se vislumbra a construção de um substituto.
Apesar de não parecer, integrantes da ala política do governo dizem nos bastidores que “não haverá fura teto”. Nada diferente do que vem dizendo Paulo Guedes (Economia).
Embora seja o desejo do presidente Jair Bolsonaro que o valor pago pelo programa Renda Cidadã, ainda a ser criado, chegue a pelo menos R$ 300 —para se equiparar ao auxílio emergencial— há ministros no governo que acham impossível alcançar esse patamar.
