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Em revolta tardia contra apoiador de Bruno, Rui ordena a Diogo degola no Turismo; secretário é poupado até eleição
Em revolta tardia contra apoiador de Bruno, Rui ordena a Diogo degola no Turismo; secretário é poupado até eleição
Por Redação
26/10/2020 às 18:40
Atualizado em 26/10/2020 às 18:40
Foto: Fernanda Chagas/Política Livre/Arquivo

O governador Rui Costa (PT) ordenou uma degola completa na secretaria estadual de Turismo, pasta que estava parcialmente sob o controle do PL do ex-deputado José Carlos Araújo.
Araújo foi dos primeiros a pular do barco do governo para apoiar a candidatura do vice-prefeito Bruno Reis (DEM), favorito para ganhar as eleições em Salvador, segundo as pesquisas.
Por este motivo, as demissões foram interpretadas com uma demonstração de irritação do governo com a baixa expectativa de sucesso da candidata Denice Santiago, do PT.
Além de orientar a substituição dos superintendentes, Diogo Medrado, presidente da Bahiatursa, determinou que quem tivesse ligações com Araújo fosse sumariamente desligado, o que aconteceu há cerca de uma semana.
Assim, entrou na lista de motorista até um funcionário comissionado transplantado que, segundo relatos, precisa do salário para pagar o remédio contra a rejeição ao fígado.
O secretário Fausto Franco, também indicado pelo PL na última reforma administrativa estadual, foi poupado até as eleições, ou seja, ganhou uma sobrevida de apenas três semanas.
O plano de Diogo era aproveitar o vácuo e promover as próprias indicações para as posições nas quais houve mudança em ação combinada diretamente com o governador.
Houve dificuldade, no entanto, para preencher todos os espaços, o que o levou a fazer as indicações, ainda que de forma temporária, com os funcionários da secretaria.
Desde o princípio, a ideia era redistribuir o espaço deixado por ex-aliados como o PL e o PDT, que também deixou o governo para apoiar a candidatura de Bruno, com os aliados.
Por esta razão, a movimentação de Diogo, feita praticamente na surdina, causou surpresa. A outra pasta que deveria ser usada na repactuação interna do governo era a da Agricultura, ocupada pelos pedetistas.
Lá, entretanto, não há notícias de mudanças, ainda.
