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Bolsonaro é aconselhado a oficializar indicação ao STF nas próximas horas para tirar desembargador do "sereno"
Bolsonaro é aconselhado a oficializar indicação ao STF nas próximas horas para tirar desembargador do "sereno"
Por Folha
01/10/2020 às 16:22
Atualizado em 01/10/2020 às 16:33
Foto: Samuel Figueira/TRF 1ª Região

O presidente Jair Bolsonaro pode enviar nas próximas horas ao Senado a indicação do desembargador Kássio Nunes Marques para ocupar a vaga de Celso de Mello no STF (Supremo Tribunal Federal).
Ele está sendo aconselhado a sacramentar oficialmente a escolha para tirar Nunes Marques do "sereno" –ou seja, para evitar que ele continue sendo bombardeado por grupos contrários à indicação e também por outros candidatos ao cargo.
Com a oficialização da escolha, o fato estaria consumado e restaria marcar o dia para ele ser sabatinado pelos senadores.
Há, no entanto, uma preocupação em não parecer um gesto deselegante com Celso de Mello, que só se aposenta em 13 de outubro. Interlocutores já estariam consultando o magistrado para explicar a situação.
Caso as arestas sejam aparadas, Bolsonaro enviaria a indicação para valer a partir do dia 14, quando então o Senado poderia aprovar o nome.
O desembargador, que é do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª região), foi apresentado por Bolsonaro aos ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli e também ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como a pessoa que ele indicará para a corte.
O presidente pediu um encontro com os três na casa de Gilmar Mendes. E chegou lá com Kássio Nunes Marques.
A perplexidade foi geral: tanto Alcolumbre quanto Gilmar e Toffoli tinham certeza de que o indicado seria o secretário-geral da Presidência, Jorge Oliveira. E já apoiavam o nome dele para integrar a corte.
Depois do primeiro susto, eles endossaram a indicação, que foi bem recebida também por deputados e senadores.
O desembargador, no entanto, passou a sofrer críticas de bolsonaristas radicais e de outros candidatos que já estavam em campanha para integrar a Suprema Corte.
